Investigações apontam tentativa de influência na Petrobras e no Maranhão por Lulinha e Roberta

A PF investiga Fábio Luís Lula da Silva, Roberta Luchsinger e Marco Aurélio por suspeita de tráfico de influência e corrupção, envolvendo demandas na Petrobras e no governo do Maranhão.
Captura-de-Tela-2026-08-22-as-20.26.29

A Polícia Federal (PF) está investigando Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, Roberta Luchsinger e Marco Aurélio, por suspeitas de tráfico de influência, corrupção e lavagem de dinheiro. Os indícios apontam para tentativas de intermediar interesses na Petrobras e no governo do Maranhão. A investigação ganhou força após a troca de mensagens entre Luchsinger e Marco Aurélio, chefe de gabinete do presidente Lula, na qual a lobista expressa sua insatisfação com a falta de acesso à estatal, agora sob a direção de Magda Chambriard.

Na comunicação, Luchsinger solicita a Marcola, como é conhecido Marco Aurélio, que lhe envie uma lista de assuntos a serem tratados, mencionando a urgência de várias demandas. Entre os tópicos, ela destaca a necessidade de um contato com Berger, indicando que a situação está crítica, especialmente com a proximidade das eleições. A mensagem revela uma articulação do grupo em busca de soluções rápidas, evidenciando a tentativa de influência sobre questões que envolvem a Petrobras.

A atuação de Lulinha e Roberta não se restringe apenas ao âmbito federal. Informações obtidas mostram que eles também estavam ativos No Maranhão, onde buscavam facilitar a liberação de obras. Em uma mensagem, Luchsinger menciona o governador Carlos Brandão e confirma um encontro entre ele e Marcola, indicando que o governador estava ciente da agenda. Um mês após esse encontro, o presidente Lula visitou São Luís, onde anunciou um pacote de R$ 59 bilhões em obras, incluindo a renovação da concessão do Porto do Itaqui.

Além das obras anunciadas, a investigação aponta que o governo do Maranhão e o Ministério do Desenvolvimento Social firmaram contratos com a 3Structure, empresa ligada a Cleber Ribas, amigo de Lulinha. Os contratos, que totalizam R$ 5,8 milhões, foram firmados com o Porto de Itaqui e a Secretaria de Fazenda. A PF também identificou que Roberta Luchsinger recebeu R$ 2,5 milhões da 3S em troca de intermediações, entre março de 2024 e dezembro de 2025.

No Maranhão, Luchsinger obteve mais R$ 4,4 milhões da HSLZ Ltda, contratada para administrar o Hospital dos Servidores Públicos. Os desdobramentos dessas investigações podem implicar em sérias consequências para os envolvidos, à medida que a PF aprofunda sua apuração sobre a atuação do grupo em diversas frentes.

As trocas de mensagens e a articulação política revelam um cenário de intensa busca por influência, que levanta questionamentos sobre a ética e a legalidade das ações de Lulinha e Roberta, especialmente considerando o histórico de envolvimento político e econômico dos investigados.