Um incêndio que causou a morte de uma idosa em Boa Esperança, no Sul de Minas Gerais, teve sua classificação alterada de acidental para homicídio. A Polícia Civil, após meses de investigação, concluiu que a filha da vítima ateou fogo no quarto da residência para encobrir o crime. A mulher, de 42 anos, é acusada de assassinar Graça Maria Nogueira Silva, que faleceu carbonizada no dia 12 de maio.
A mudança na abordagem da investigação ocorreu após a análise de laudos periciais. A Polícia Civil ouviu 15 testemunhas e identificou um histórico de desavenças entre mãe e filha, em grande parte relacionadas a questões financeiras. No dia do incidente, após uma discussão onde a idosa pediu que a filha deixasse a casa, Graça Maria caiu, bateu a cabeça e ficou desacordada.
Temendo as consequências do que havia ocorrido, a suspeita incendiou o cômodo, sem verificar se a mãe ainda estava viva, na tentativa de fazer parecer que o incêndio era acidental. Durante o depoimento na delegacia, a mulher confessou o homicídio e foi indiciada por homicídio qualificado. O caso foi encaminhado ao Ministério Público, que agora decidirá sobre a apresentação de denúncia à Justiça.
Se a acusação for aceita, a mulher poderá responder pelo crime perante o Tribunal do Júri. Como não houve prisão em flagrante e ainda não existe uma determinação judicial para sua detenção, a acusada permanece em liberdade enquanto o processo avança.
O incêndio aconteceu em uma casa localizada no Centro de Boa Esperança. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 12h50 e encontrou o imóvel tomado por fumaça. Durante o combate às chamas, os militares receberam informações sobre a possível presença de uma pessoa dentro da residência e, ao realizar buscas, localizaram o corpo de Graça Maria Nogueira Silva completamente carbonizado em um dos quartos, sob móveis destruídos pelo fogo.