Internação Involuntária em Curitiba: Palavra Final é do Médico, Diz Prefeito

Prefeito de Curitiba afirma que internação involuntária seguirá protocolo técnico rigoroso e que palavra final será sempre de um médico psiquiatra.
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O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, afirmou que a internação involuntária de pessoas em situação de rua seguirá um protocolo técnico rigoroso, cuja palavra final será sempre de um médico psiquiatra da Secretaria Municipal de Saúde.

A nova normativa de saúde estabelece critérios e procedimentos para o internamento involuntário de pessoas com transtornos mentais, associados ou não ao uso abusivo de álcool e outras drogas, na capital paranaense.

A internação involuntária não é regra, é exceção. Ela será feita somente em casos muito graves, quando a pessoa não tem mais controle das suas ações e esteja pondo em perigo a própria vida ou a de terceiros. O tratamento involuntário é feito de forma técnica por quem entende do assunto, e é o último caso. Não é decisão política nem pessoal, é técnica, de forma a preservar a vida dessa pessoa e das que estão no entorno dela.

O protocolo foi colocado em prática pela primeira vez na última sexta-feira, quando uma mulher em situação de rua, que é dependente química e tem passagens anterias pela polícia, foi acolhida involuntariamente na região da Avenida das Torres. A mulher foi levada em uma ambulância do Samu para uma Unidade de Estabilização Psiquiátrica, onde passa por processo de desintoxicação e estabilização clínica.