Indiciamento de suplente de Davi Alcolumbre revela esquema de fraudes em licitações

A Polícia Federal indiciou Breno Chaves Pinto, empresário e segundo suplente do senador Davi Alcolumbre, por envolvimento em fraudes nas licitações do Dnit no Amapá. Também foi indiciado Marcello Linhares, superintendente do Dnit na região.
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A Polícia Federal (PF) indiciou o empresário Breno Chaves Pinto por suspeitas de envolvimento em um esquema de fraudes nas licitações do Departamento de Intraestrutura e Transportes (Dnit) no estado do Amapá. Breno Pinto, que ocupa a posição de segundo suplente do senador Davi Alcolumbre, teve seu indiciamento noticiado após a conclusão de um inquérito que investigou irregularidades nas concorrências do Dnit sob a gestão do senador.

O indiciamento de Breno Chaves Pinto inclui os crimes de associação criminosa, tráfico de influência e corrupção ativa. Além dele, Marcello Linhares, superintendente regional do Dnit no Amapá, também foi indiciado, sendo acusado de associação criminosa, violação de sigilo funcional e fraude à licitação.

Em resposta ao indiciamento, a defesa de Breno informou que aguardará o acesso ao relatório final da PF para se manifestar. Por sua vez, Davi Alcolumbre afirmou, por meio de nota, que não tem qualquer relação com as atividades empresariais de seu suplente. Linhares, por sua vez, optou por não se pronunciar sobre o caso.

A investigação da PF começou em julho de 2022, quando uma operação foi deflagrada para apurar fraudes no Dnit em Macapá. Os investigadores alegaram que Breno Pinto utilizava o nome do senador Davi Alcolumbre para desviar recursos das licitações. A PF identificou que o empresário exercia tráfico de influência, atuando em atos de agentes públicos para obter vantagens indevidas.

O juiz federal que autorizou a busca e apreensão de documentos do empresário, classificou Breno como a figura central no esquema, destacando sua influência política e sua relação pessoal com Marcello Linhares. Com 39 anos, Breno Pinto é natural de Imperatriz, no Maranhão, e fez sua primeira candidatura em 2022, tendo declarado mais de R$ 8,5 milhões ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos quais R$ 7,3 milhões foram destinados a participações em licitações.

Em outubro de 2023, Linhares teria conversado com Breno para agradecer pela liberação de recursos, fazendo referência a tratativas relacionadas ao senador. A nota divulgada pelo presidente do Senado esclarece que Davi Alcolumbre não possui ligação com a atuação empresarial de seu suplente, enfatizando que questões administrativas do DNIT são de responsabilidade exclusiva dos órgãos competentes.