Incerteza sobre Encontro na Suíça após assinatura de acordo de paz entre Irã e EUA

Após a assinatura do acordo de paz entre Irã e Estados Unidos, o encontro previsto para a Suíça na próxima sexta-feira ainda não está confirmado, segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã.
2026-06-17t161216z-1947210395-rc2svla73zfz-rtrmadp-3-g7-summit-trump

Na noite de quarta-feira (17), Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, declarou que o encontro entre representantes do Irã e dos Estados Unidos, agendado para a próxima sexta-feira na Suíça, não está confirmado. Este encontro tinha como propósito a cerimônia de assinatura presencial do acordo de paz, mas as partes optaram por acelerar a formalização do documento.

O acordo, que visa encerrar o conflito no Oriente Médio, foi assinado pelos presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian, e já está em vigor, conforme confirmado pelos governos dos dois países. A assinatura ocorreu na quarta-feira (17), e o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Qalibaf, destacou que o status do Estreito de Ormuz não retornará ao que era antes do conflito, informando que Teerã “naturalmente cobrará por serviços” na área.

Qalibaf também mencionou que parte dos US$ 300 bilhões estipulados no acordo de paz será destinada à reconstrução do Irã. A agência estatal Irna divulgou na mesma data os 14 pontos do memorando de entendimento entre os dois países, que já havia sido antecipado pela CNN Internacional.

Durante uma coletiva de imprensa na cúpula do G7, Donald Trump afirmou que sua presença militar no Golfo Pérsico será reduzida “por um tempo”, e que, com o novo acordo, o Irã poderá manter mísseis balísticos. Trump reafirmou que a oficialização do acordo, já assinado digitalmente, ocorrerá em Genebra dentro das próximas 48 horas.

O Papa Leão XIV elogiou o acordo de paz, ressaltando que é fruto de “um encorajador trabalho de diálogo e negociação”. O pontífice também fez referência à guerra na Ucrânia, pedindo que se busquem “caminhos de diálogo que propiciem uma paz justa e rigorosa”. Por sua vez, o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, comentou sobre o acordo, afirmando que a reabertura do Estreito de Ormuz representaria um “grande passo adiante”.

No mesmo dia, o exército de Israel realizou ataques aéreos no sul do Líbano, especificamente nas proximidades de Kfar Tebnit, no distrito de Nabatieh, conforme reportado pela rede de TV Jazeera. Esses ataques ocorreram em um contexto de tensão regional crescente, refletindo as complexas dinâmicas de poder no Oriente Médio.