Incêndio em fábrica química de Itaquaquecetuba continua no segundo dia de combate

Um incêndio em uma indústria química em Itaquaquecetuba, na grande São Paulo, persiste com focos ativos. A Quema Química, atingida pelas chamas, armazenava cerca de 2 milhões de litros de líquidos inflamáveis.
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Um incêndio que começou na tarde de terça-feira (4) em uma indústria química localizada em Itaquaquecetuba, região metropolitana de São Paulo, ainda persiste na manhã desta quarta-feira (5), embora em uma escala reduzida. Na terça, a situação era crítica, com grandes chamas e intensa fumaça sendo observadas. Até o momento, não há registro de vítimas relacionadas ao incidente.

O Corpo de Bombeiros informou que, dos 24 tanques presentes na instalação, dois ou três ainda apresentam focos de incêndio. Na manhã desta quarta-feira, uma nova explosão foi registrada, levando a corporação a isolar a área. Ao todo, 79 bombeiros estão atuando no local, com o suporte de 31 viaturas, para controlar as chamas.

As primeiras viaturas foram acionadas por volta das 15h30 de terça-feira, com um total de oito unidades enviadas. O número de viaturas e bombeiros foi ampliado, e por volta das 18h30, 30 viaturas e 60 bombeiros estavam no combate ao incêndio, que ocorre na Estrada do Bonsucesso, em Rio Abaixo. A maior parte dos focos de incêndio foi controlada na mesma noite, por volta das 21h, porém, não há previsão para a conclusão total dos trabalhos.

A empresa afetada, Quema Química, é especializada na produção de impermeabilizantes e solventes, e possui um Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) válido até 2029. No estabelecimento, cerca de 2 milhões de litros de líquidos inflamáveis estavam armazenados, distribuídos em 24 tanques de 30 mil litros, seis tanques de 5 mil litros e mais de 100 contêineres do tipo IBC. Resinas estão entre os produtos armazenados.

A Defesa Civil do Estado também se mobilizou para atender à ocorrência, utilizando um caminhão de abastecimento de água em conjunto com um caminhão-pipa da Secretaria de Serviços Urbanos. O Departamento de Trânsito, a Polícia Militar e a Guarda Civil Municipal (GCM) prestaram apoio nas operações. Embora o fogo tenha sido controlado, as explosões continuaram a ser um risco, e a Defesa Civil reportou a possibilidade de um vazamento de componente químico, cujas causas do incêndio ainda serão investigadas.

A EDP, concessionária de energia local, interrompeu o fornecimento de energia na região como medida de segurança e informou que irá religar o serviço após a liberação do local pelos bombeiros.