Um homem de 31 anos faleceu em Wigan, na Inglaterra, após ser atropelado enquanto estava desacordado no meio da rua. O incidente ocorreu no dia 9 de janeiro de 2025, quando Darryl Tomlinson ficou mais de duas horas sem assistência médica, devido a um erro no registro do endereço por um operador recém-formado dos serviços de emergência.
Após uma ligação solicitando socorro, ambulâncias foram despachadas, mas o operador anotou o endereço incorreto, o que impediu o resgate a tempo. Darryl foi atropelado três vezes por Megan Murphy, de 26 anos, que dirigia com o para-brisa congelado. A motorista foi condenada a seis anos de prisão pela fatalidade.
Testemunhas que presenciaram o atropelamento tentaram alertar Megan, gritando para que ela parasse e retornasse, enquanto outros motoristas buzinavam em uma tentativa de evitar a tragédia. Contudo, a visibilidade comprometida impediu que ela entendesse os avisos.
As investigações e imagens de câmeras de segurança mostraram que Megan parou o veículo a poucos centímetros de Darryl após ouvir os gritos, mas não conseguiu enxergar o homem e avançou com o carro. O atropelamento foi ainda mais trágico pela sequência das manobras: a motorista passou por cima da vítima, engatou a marcha ré e passou novamente sobre o corpo, avançando uma terceira vez, o que resultou em Darryl ficando preso embaixo do carro.
Um detalhe chocante revelado durante o julgamento foi uma ligação feita por Megan logo após o atropelamento, onde ela demonstrou desdém pela vítima, referindo-se a ele como um ‘noia’. Essa atitude gerou revolta entre as testemunhas e familiares de Darryl.
O operador que atendeu o chamado de emergência não tinha experiência, tendo concluído recentemente um programa de treinamento de seis semanas. Caso o atendimento tivesse sido realizado corretamente, a ambulância teria chegado antes do atropelamento. Após o acidente, uma nova chamada foi feita e as equipes de resgate foram ao local correto.