A seleção do Haiti, que integra o Grupo C da Copa do Mundo, fará uma homenagem especial ao estampar a bandeira da Polônia em suas camisas. Essa iniciativa simboliza uma amizade histórica que remonta ao início do processo de independência haitiano.
O vínculo entre os dois países começou em 1802, quando o Haiti ainda era uma colônia francesa e suas lutas pela independência se intensificavam. Para reprimir os movimentos de revolta, Napoleão Bonaparte enviou tropas ao país, incluindo soldados das chamadas "Legiões Polonesas", que faziam parte do Exército Francês.
A mudança de rumo ocorreu quando muitos desses militares poloneses passaram a apoiar a causa haitiana, juntando-se aos manifestantes que lutavam contra os colonizadores franceses. Essa aliança foi crucial para a conquista da independência do Haiti, que se consolidou ao longo dos anos.
Em reconhecimento a essa contribuição, Jean-Jacques Dessalines, o primeiro governante do Haiti, outorgou cidadania haitiana aos poloneses que lutaram ao seu lado. Mais de duzentos anos depois, essa amizade é relembrada com a inclusão da bandeira polonesa nas camisas da seleção haitiana, que foram preparadas para o Mundial.
As camisas exibem uma ilustração que representa a proclamação da independência do Haiti, destacando a bandeira da Polônia no canto inferior esquerdo. Apesar de a Polônia não participar do Mundial de 2026, sua presença será simbolicamente representada no uniforme haitiano.
A seleção polonesa, que participou das Copas de 2018 e 2022, foi eliminada na repescagem das Eliminatórias Europeias após uma derrota para a Suécia por 3 a 2. Por outro lado, o Haiti retorna ao cenário mundial após 52 anos, com sua única participação anterior ocorrendo em 1974, na Alemanha Ocidental.