Na noite de terça-feira, 28, o deputado federal Gustavo Gayer, do PL-GO, publicou um vídeo em sua conta na rede social X, onde critica a atuação da Polícia Federal em um incidente ocorrido em Presidente Prudente, SP. O vídeo, intitulado "A palavra ladrão te lembra quem?", traz trechos da sua fala no plenário da Câmara e convoca os cidadãos a exibirem a palavra "ladrão" em janelas e sacadas de suas casas.
A manifestação de Gayer se refere à abordagem de agentes federais a um morador que havia colocado uma faixa com o termo "ladrão" em sua janela, próximo a um evento que contaria com a presença do presidente Lula da Silva, que acabou não comparecendo por motivos de saúde. O parlamentar argumenta que a exibição da palavra não é um ataque pessoal a qualquer autoridade, mas sim uma forma de expressão.
Em sua gravação, Gayer afirmou que a ação da Polícia Federal representa uma tentativa de coação, e questionou se a interpretação de que a faixa era direcionada a Lula não indicaria que "a carapuça serve". Ele fez um apelo aos seus apoiadores, pedindo que enchessem as janelas do país com a palavra "ladrão", classificando a medida como um protesto contra o que chamou de "governo da censura".
A abordagem policial ocorreu no último domingo, 26, quando o morador estendeu a faixa em seu apartamento, próximo ao evento político. A Polícia Federal justificou a ação como uma tentativa de apurar um possível crime contra a honra, o que gerou uma onda de críticas de parlamentares de oposição, que questionaram a legitimidade da abordagem.
O desdobramento sobre a atuação da Polícia Federal e as declarações de Gayer levantam um debate acirrado sobre liberdade de expressão e os limites da atuação policial em contextos de manifestações populares. A repercussão do caso continua a mobilizar discussões em diversos segmentos da sociedade, refletindo a polarização política atual no Brasil.