Uma ala dissidente da Revolução Solidária, grupo de Guilherme Boulos no PSOL, divulgou uma carta afirmando que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência anunciou sua ida ao PT, provocando uma crise interna. Em nota, Boulos não nega a decisão de deixar o atual partido, mas critica o comunicado da dissidência.
O grupo informa que a coordenação nacional foi comunicada sobre a mudança na noite de quinta-feira. A carta da Revolução Solidária afirma que Boulos decidiu migrar para o PT entre novembro e dezembro de 2025, tendo negociado as condições com o presidente do PT-SP, Kiko Celeguin, incluindo a candidatura de sua esposa, Natália Boulos, pela sigla do presidente Lula.
Além disso, a proposta de federação entre os partidos foi apresentada como uma forma de gerar conflito e facilitar a desfiliação. O diretório nacional do PSOL já havia rejeitado a federação com o PT por 47 votos a 15, mantendo a autonomia política e o apoio a candidatos do PT como opção.
A carta também menciona que a saída de Boulos envolve centenas de militantes e parlamentares não vinculados ao MTST. A dissidência alega que há pressão sobre parlamentares e pré-candidatos para mudarem de legenda com promessas de verbas para campanhas e cargos em um possível novo governo Lula, pedindo que os militantes permaneçam no PSOL para a reorganização do partido para as eleições de 2026.