Grupo de trabalho é criado para abordar despejos de famílias próximas a linhas da Copel

Uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná discutiu o despejo de famílias vivendo perto de linhas de transmissão. Duas frentes foram formadas para buscar soluções.
aYup1GqyF1cvA1gxjfjVa7u2mlbYaZnHkutzGGaZ

A audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) abordou o dilema de famílias que enfrentam despejos pela Copel devido à proximidade com linhas de transmissão. O evento, organizado pelo deputado Arilson Chiorato, resultou na criação de duas frentes: uma envolvendo o poder público e outra com moradores e movimentos sociais. Estima-se que cerca de 10 mil famílias em todo o estado sejam afetadas por essa situação.

A primeira medida proposta inclui a formação de um Grupo de Trabalho Interinstitucional, que contará com a participação da Alep, Executivo, prefeituras, Defensoria Pública, Ministério Público e Copel. Este grupo terá como objetivo estabelecer uma comunicação direta entre as partes envolvidas e buscar a suspensão ou adequação dos prazos de despejo, além de criar soluções coordenadas para os afetados.

Durante a audiência, foi também fundada a Associação Contra os Abusos da Copel (ACOP), que reunirá moradores ameaçados de despejo e representantes de movimentos sociais. O deputado destacou a importância de garantir moradia adequada para as famílias antes de qualquer despejo, ressaltando que muitos residentes estão na área há mais de 20 anos.

O evento contou com a participação de famílias e lideranças comunitárias de Almirante Tamandaré e São José dos Pinhais, que enfrentam a perda de seus lares. A coordenadora estadual da União por Moradias do Paraná enfatizou a necessidade de desenvolver projetos de moradia social para realocar essas pessoas, apontando que as áreas ocupadas são consideradas consolidadas.