Grande Curitiba tem 2º menor índice de pobreza no Brasil

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A Região Metropolitana de Curitiba registrou uma das menores taxas de pobreza e extrema pobreza entre os principais centros urbanos do país, segundo dados divulgados pelo Observatório das Metrópoles, elaborado com base em indicadores sociais referentes ao ano de 2025.

De acordo com o levantamento, o percentual de moradores em situação de pobreza na RMC caiu de 17,4%, em 2022, para 10,4% neste ano. Já o índice de extrema pobreza apresentou redução de 2,4% para 1,6% no mesmo período, indicando melhora nos níveis de renda da população da região.

Na comparação com outras áreas metropolitanas brasileiras, Curitiba aparece com o segundo menor percentual de pessoas consideradas pobres, ficando atrás apenas da Grande Florianópolis, em Santa Catarina, que registrou taxa de 7,7%. Em relação à extrema pobreza, a RMC ocupa a segunda posição entre os menores índices do país, superada somente pela Região Metropolitana de Goiânia, em Goiás, onde o indicador alcançou 1,5%.

O estudo também mostra que a média de pobreza no conjunto das regiões metropolitanas brasileiras é de 18,4%, percentual superior ao verificado no entorno da capital paranaense. Os dados são utilizados para acompanhar a evolução das desigualdades socioeconômicas e subsidiar a formulação de políticas públicas voltadas à inclusão social e à redução das vulnerabilidades.

Para a elaboração do boletim, foram consideradas em situação de pobreza as famílias com renda mensal per capita de até R$ 729,70. Já a classificação de extrema pobreza foi aplicada aos grupos familiares com rendimento individual de até R$ 229,03 por mês.

Pesquisadores destacam que, embora os resultados apontem avanço nos indicadores, a permanência de parte da população abaixo das linhas estabelecidas reforça a necessidade de ações contínuas nas áreas de geração de emprego, qualificação profissional, assistência social e ampliação do acesso a serviços essenciais.

Além de ter um dos menores percentuais de população considerada pobre, a Região Metropolitana de Curitiba teve um crescimento na renda média de toda sua população. A Média dos Rendimentos na RMC era de R$ 2.453,00 em 2022 e cresceu para R$ 3.265,00 em 2025. Este crescimento beneficiou especialmente os mais pobres. Quando considerada só a renda dos 40% mais pobres, a média cresceu de R$ 765,00 em 2022 para R$ 1006,00 em 2025.

No comparativo com as demais regiões metropolitanas, a RMC aparece em terceiro lugar com as maiores rendas médias. Em primeiro lugar está Brasília (DF), com R$ 4 mil de renda média, e Florianópolis (SC), com R$ 3.449,00. A média de rendimentos para o conjunto das Regiões Metropolitanas ficou em R$ 2.766,00 em 2025.

O coeficiente de Gini mede o grau de distribuição de rendimentos entre os indivíduos de uma população, variando de zero a um. O valor zero representa a situação de completa igualdade, em que todos teriam a mesma renda, e o valor um representa uma situação de completa desigualdade, em que uma só pessoa deteria toda a renda. A RMC possui um dos menores índices com coeficiente 0,497, ocupando a quinta colocação entre as regiões metropolitanas. A primeira colocação é do Vale do Rio Cuiabá (MT), com índice 0,459; seguida de Florianópolis (SC), 0,485; Manaus (AM), 0,485; e Macapá (AP), 0,493.

O Observatório das Metrópoles é um Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT), sediado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Além do campo acadêmico, o Observatório reúne instituições e pesquisadores dos campos governamental e não governamental.

Trabalho conjunto de desenvolvimento
O secretário para o Desenvolvimento da Região Metropolitana, Thiago Bonagura, destaca que os resultados refletem o trabalho de desenvolvimento integrado em todo o anel metropolitano. “É por isso que acreditamos nos programas sociais. Aqui na região metropolitana, esses programas são realizados de maneira séria, levando em consideração todas as legislações, respeitando, atendendo quem realmente necessita. E em outro ponto, nós também temos um investimento pesado na geração de emprego. Dando emprego à população, nós conseguimos dar um salto importante na melhoria de qualidade de vida das pessoas e gradativamente também na renda do cidadão”, pontua o secretário.

A cidade de Curitiba, responsável por mais de metade da população da RMC, tem uma série de programas de empregabilidade e geração de renda que contribuem para estes bons índices. Entre as iniciativas da Prefeitura está o portal Emprega Curitiba, que conecta trabalhadores às vagas abertas pelas empresas da cidade. A plataforma reúne milhares de oportunidades e permite que os candidatos se candidatem de forma rápida e acessível. O atendimento também chega às comunidades por meio das três unidades do Sine Móvel, que percorrem diferentes regiões da cidade oferecendo encaminhamento para vagas e orientações profissionais. A iniciativa facilita o acesso ao mercado de trabalho, especialmente para quem tem dificuldade de deslocamento.

A qualificação profissional também tem papel fundamental no aumento da renda e na ampliação das oportunidades. Por meio do Vale-Qualificação, os trabalhadores podem escolher cursos gratuitos oferecidos por instituições de ensino parceiras da Prefeitura, adquirindo conhecimentos alinhados às demandas do mercado. Já o Centro de Qualificação Profissional oferece mensalmente cursos gratuitos em diversas áreas, preparando os alunos para ingressar ou se reposicionar no mercado de trabalho.

“Emprego e qualificação caminham juntos. Nosso objetivo é criar oportunidades para que as pessoas possam acessar vagas, desenvolver novas competências e conquistar melhores condições de vida. Curitiba tem investido fortemente em programas que aproximam trabalhadores e empresas, fortalecendo a economia e promovendo inclusão social”, afirma o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Sérgio Bento.

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Fonte:Paraná Jornal