O governo do presidente Lula da Silva contratou a compra de energia gerada a partir de carvão mineral do grupo J&F para a usina termelétrica de Candiota, no Rio Grande do Sul. O valor previsto para a contratação é 50,2% superior à média registrada em leilões que utilizam o mesmo tipo de combustível.
A energia será produzida pela usina de Candiota, localizada no Rio Grande do Sul, que pertence à Âmbar Energia, subsidiária da J&F. O contrato prevê um pagamento anual de R$ 859,7 milhões até 2040, o que supera R$ 12 bilhões em valores presentes.
A compra da energia tornou-se obrigatória depois da aprovação, no Congresso, de um dispositivo que determina que termelétricas a carvão mineral com contratos vigentes em 31 de dezembro de 2022 sejam mantidas em operação até dezembro de 2040. O grupo J&F não comentou o assunto.
O presidente Lula tinha a prerrogativa de vetar o dispositivo aprovado pelo Congresso, mas decidiu sancioná-lo. A decisão contrariou o discurso do governo contra combustíveis fósseis em fóruns internacionais, como a COP30, além da posição da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que havia recomendado o veto.