A recente declaração do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que classificou o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas, provocou uma onda de críticas de Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Romeu Zema (Novo-MG) à gestão da segurança pública pelo governo Lula (PT).
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Caiado comparou a posição de Rubio ao tratamento dado por Donald Trump, ex-presidente dos EUA, e acusou Lula de desmoralizar o Brasil e sua população. "Infelizmente, Lula, você está aí desmoralizando o país e a população brasileira. Minha gente, chega de PT, chega de narcotráfico e chega da corrupção", afirmou o governador de Goiás.
Por sua vez, Romeu Zema também se manifestou em vídeo, criticando o discurso do governo que defende a soberania nacional frente à categorização das facções como terroristas. Zema argumentou que o verdadeiro risco à soberania do Brasil provém das próprias facções. "Quem ameaça a nossa soberania é justamente o PCC e o Comando Vermelho. Eles dominam territórios do Brasil. Lá, quem manda são eles, e não o governo", declarou Zema, complementando que a soberania já foi roubada e que Lula não tomou medidas efetivas para lidar com a situação.
Zema também destacou que o governo Lula tende a proteger bandidos, afirmando que o presidente "só passa pano para bandido". Em sua publicação no X, o governador de Minas Gerais reconheceu o trabalho de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ressaltando que ele conseguiu realizar ações que o governo Lula e o PT tentaram impedir.
As declarações de Caiado e Zema refletem um endurecimento em suas posturas políticas em relação ao governo federal, especialmente após a nova postura dos Estados Unidos em relação às facções criminosas brasileiras. Esse movimento pode ter implicações significativas nas relações entre os estados e o governo federal, além de influenciar o cenário político local e nacional nos próximos meses.