O ministro Gilmar Mendes, membro do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou, nesta quarta-feira, 22, a necessidade de manter o Inquérito das Fake News até pelo menos o período das eleições. Durante uma entrevista concedida à jornalista Renata Lo Prete, da TV Globo, o magistrado enfatizou que a investigação desempenha um papel crucial frente aos "ataques" direcionados à Corte.
Mendes afirmou que a importância da continuidade do inquérito é evidente, destacando que ele será encerrado quando não for mais necessário. "É preciso que isso seja dito em alto e bom som", declarou, referindo-se à situação delicada enfrentada pelo STF, que, segundo ele, tem sido alvo de desrespeito, o que demanda uma resposta institucional adequada.
Para justificar a necessidade da manutenção do Inquérito das Fake News, o ministro mencionou episódios recentes, incluindo o comportamento do relator da CPI do Crime Organizado, que teria atacado a Corte e solicitado o indiciamento de indivíduos sem considerar os verdadeiros responsáveis por crimes. Mendes questionou se essa situação poderia ser ignorada, afirmando que não.
O Inquérito das Fake News, que está em andamento desde 2019 sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, investiga a disseminação de notícias falsas e ameaças contra os integrantes do STF. Apesar das críticas direcionadas à sua duração e abrangência, Mendes defendeu que a abertura e a continuidade da investigação foram decisões acertadas, especialmente em um momento tão significativo como o atual, em que se aproximam as eleições.
Conforme destacou, a manutenção do inquérito é relevante e justificada, uma vez que o STF enfrenta uma série de desafios que exigem atenção e ação. Mendes concluiu sua fala reiterando a importância da investigação, que deve perdurar, ao menos, até o pleito eleitoral.