A Gerdau, considerada a maior produtora de aço do Brasil, confirmou a demissão de 160 trabalhadores na unidade Açonorte, situada no bairro Curado, em Recife, Pernambuco. A decisão de reduzir o quadro de funcionários também coincide com a paralisação das operações de aciaria e laminação nesta fábrica, que, apesar das mudanças, continuará em funcionamento.
A informação sobre as demissões foi divulgada nesta terça-feira (4) pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Pernambuco (Sindmetal-PE), que reportou a dispensa de 160 colaboradores. Em meio a esse cenário, a Gerdau disponibilizou oportunidades para que parte dos trabalhadores demitidos possam ser realocados em outras unidades da empresa. A companhia informou que pretende manter cerca de 450 postos de trabalho na unidade de Recife.
Em resposta às demissões, o Sindmetal-PE se reuniu com os trabalhadores afetados e ofereceu orientação jurídica para esclarecer dúvidas sobre o processo. O presidente do sindicato, Abinadabe Santos, enfatizou o compromisso da entidade em lutar pela preservação dos postos de trabalho e pelo cumprimento integral dos direitos previstos na convenção coletiva de trabalho (CCT) e na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Santos destacou a importância de garantir os direitos de pré-aposentados, representantes de comissões internas de prevenção de acidentes (cipeiros), gestantes e trabalhadores que não optarem pelo Plano de Demissão Incentivado (PDI).
A mudança nas operações da Gerdau impactou diretamente os setores de aciaria e laminação, que foram desativados. A empresa também ofereceu um Plano de Demissão Incentivada (PDI), que inclui benefícios como três salários nominais adicionais e a manutenção do plano de saúde por seis meses para os demitidos e seus dependentes. Além disso, cursos de capacitação profissional e assessoria para recolocação no mercado de trabalho foram disponibilizados.
Enquanto a Gerdau implementa essas mudanças, o Sindmetal-PE continuará monitorando a situação e fiscalizando os direitos dos trabalhadores que foram afetados pelas demissões coletivas. A empresa reafirmou que a unidade de Recife seguirá em operação, porém com um novo foco na produção de produtos trefilados, alterando assim seu perfil produtivo.