Geraldo Melo Filho critica juros abusivos e alerta sobre endividamento na Agrishow

O secretário de Agricultura e Abastecimento de SP, Geraldo Melo Filho, manifestou preocupação com a alta dos juros que prejudica os produtores rurais, destacando consequências graves como a perda de terras para bancos.
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Durante a Agrishow, realizada nesta segunda-feira, 27, o secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Melo Filho, expressou sua preocupação com a situação financeira dos produtores rurais no Brasil. Ele destacou que os juros praticados atualmente estão próximos da extorsão, o que tem gerado um cenário alarmante para a agricultura nacional.

Melo Filho abordou as dificuldades enfrentadas pelo setor, afirmando que muitos produtores estão operando com margens de lucro mínimas, e em alguns casos, até negativas. O secretário enfatizou que essa situação se agrava ainda mais com os altos juros, que comprometem a viabilidade econômica das atividades rurais. Segundo ele, o endividamento crescente pode levar a uma verdadeira reforma agrária, mas não de forma planejada; e sim forçada pela incapacidade dos agricultores de manter suas propriedades.

"O nosso campo vai caminhando no rumo de uma verdadeira reforma agrária, só que ela vai ser imposta pelo endividamento, com os produtores endividados caminhando para perder terra para banco e para credor", afirmou o secretário durante seu discurso.

O evento contou com a presença de diversos candidatos e líderes da direita, muitos dos quais estão ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL. Em contraste, o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, não esteve presente na Agrishow em nenhum dos anos de seu terceiro mandato.

A declaração de Melo Filho ocorre em um momento em que a política agrícola do governo federal é alvo de críticas, especialmente no que se refere ao suporte financeiro para o setor. A situação dos produtores rurais se torna cada vez mais delicada, e as falas do secretário trazem à tona a urgência de um debate sobre soluções que possam aliviar o peso da dívida e os altos juros que impactam a produção agrícola no Brasil.