O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que "não há motivos" para o alerta de greve de caminhoneiros em razão do aumento do diesel. Durante um evento em homenagem ao ex-ministro José Dirceu, ele destacou que o governo adotou medidas para amenizar os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os combustíveis.
Alckmin mencionou a isenção de tributos federais, como PIS e Cofins sobre o diesel, além da concessão de subsídios para reduzir o impacto do aumento de preços. Ele enfatizou que, embora não seja possível acabar com a guerra, é possível minimizar seus efeitos econômicos.
Apesar das medidas, caminhoneiros de várias regiões do país sinalizaram a possibilidade de uma paralisação nacional. A insatisfação da categoria está relacionada à escalada do preço do diesel e à percepção de que as ações do governo não têm sido suficientes.
Na segunda-feira, 16, lideranças do setor aprovaram uma mobilização após assembleia no Porto de Santos, sem uma data definida para o início da greve, que pode ocorrer ainda nesta semana. A iminente paralisação gerou instabilidade no mercado brasileiro, especialmente antes da decisão sobre os juros pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central.