A eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2026, considerada a pior campanha da seleção nos últimos 36 anos, expõe problemas que vão além da equipe principal. O desempenho da Seleção Brasileira tem sido preocupante desde a Copa de 2022, refletindo uma sequência de resultados insatisfatórios em diversas competições. Este cenário levanta questionamentos sobre a qualidade e a formação de jogadores que historicamente foram referência mundial.
Na Copa do Mundo de 2023, a Seleção sub-20 foi eliminada por Israel, em um jogo marcado por uma derrota de virada por 3 a 2, na prorrogação. Além disso, após dois ouros olímpicos conquistados em 2016 e 2020, a equipe não conseguiu se classificar para os Jogos de Paris em 2024, ao realizar uma campanha decepcionante no Torneio Pré-Olímpico Sul-Americano, realizado na Venezuela.
Em 2025, o Brasil teve sua pior performance na história do Mundial, sendo eliminado na fase de grupos. A seleção empatou com o México, perdeu para Marrocos – atual campeão – e foi derrotada pela Espanha, evidenciando uma crise de desempenho que preocupa os torcedores.
A Seleção Feminina também passou por um período desafiador, sendo eliminada em 2023 pela primeira vez na fase de grupos da Copa do Mundo. Essa foi uma marca negativa na trajetória da equipe, que se prepara para sediar a próxima edição do torneio, marcada para ocorrer no Brasil. Contudo, atualmente, a equipe parece estar se recuperando sob a liderança de Arthur Elias, que a levou à final das Olimpíadas e à conquista de mais um título na Copa América.
Apesar do domínio dos clubes brasileiros nas últimas edições da Copa Libertadores, com sete conquistas consecutivas, o cenário mundial ainda revela resultados insatisfatórios. A revelação de talentos brasileiros está cada vez mais ligada a transferências precoces para o futebol europeu, moldando o estilo de jogo dos jogadores antes mesmo de atuarem em solo nacional.
Dos 26 convocados por Ancelotti, 10 deixaram o Brasil antes dos 20 anos, incluindo jogadores como Douglas Santos, Marquinhos, Gabriel Martinelli, Matheus Cunha e Vinicius Jr. Muitos deles sequer tiveram a oportunidade de estrear profissionalmente em clubes brasileiros, indicando uma mudança na formação e na vivência dos atletas.