Foz do Iguaçu é a cidade com maior ÍNDICE de VIOLÊNCIA contra a mulher no Paraná

Levantamento do Tribunal de Contas revela que Foz do Iguaçu lidera o ranking de VIOLÊNCIA contra a mulher entre municípios paranaenses com mais de 100 mil habitantes, com 79 pontos.
foz-lidera-indice-de-violencia-contra-a-mulher-entre-grandes-cidades-do-parana-6a906db8e44dd

Foz do Iguaçu se destaca como a cidade com o maior ÍNDICE de VIOLÊNCIA contra a mulher entre os 24 municípios paranaenses que possuem mais de 100 mil habitantes. Com uma pontuação de 79, a cidade supera Paranaguá, que ocupa o segundo lugar com 75,1 pontos.

Na classificação geral, considerando os 399 municípios do Paraná, Foz do Iguaçu ocupa a 15ª posição. O estudo, que foi divulgado pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná, revela que a cidade é a única de grande porte a figurar entre as 20 primeiras colocadas no ÍNDICE de VIOLÊNCIA contra a mulher.

A metodologia utilizada para a elaboração do ÍNDICE não se baseia apenas no número absoluto de ocorrências. Ela combina sete tipos de VIOLÊNCIA e atribui uma pontuação que varia de zero a 100 para cada município. Entre os tipos de VIOLÊNCIA analisados estão a VIOLÊNCIA doméstica, estupro, VIOLÊNCIA sexual, exploração sexual, feminicídio consumado e tentado, além de homicídio doloso consumado e tentado.

Para garantir a comparabilidade entre cidades de diferentes tamanhos, as ocorrências foram convertidas em taxas por 100 mil habitantes, com maior peso atribuído aos casos letais no cálculo. O levantamento considerou registros da Secretaria de Estado da Segurança Pública, abrangendo o período de 2019 a 2025, além de dados populacionais e geográficos provenientes do IBGE.

Durante o intervalo analisado, o Paraná reportou aproximadamente 688 mil ocorrências de VIOLÊNCIA contra a mulher, com pelo menos uma morte violenta registrada em 68% dos municípios do estado. Os dados também indicam um aumento nos casos de estupro notificados nas seis regiões analisadas, com a taxa subindo de 5 para 9,6 casos por 100 mil habitantes ao ano. A VIOLÊNCIA doméstica também cresceu em cinco das seis regiões avaliadas.

Por outro lado, as mortes de mulheres, englobando feminicídios e homicídios consumados ou tentados, mantiveram-se estáveis em todo o estado, não apresentando uma tendência de crescimento, mesmo com a continuidade do registro de crimes.