Flexibilizar princípios para alcançar resultados pode ameaçar empresas no longo prazo

No início de 2024, muitos líderes enfrentam o desafio de manter valores éticos firmes enquanto buscam performance. Concessões no primeiro trimestre podem se tornar regra ao longo do ano, comprometendo a integridade e a sustentabilidade dos negócios.
Foto: O Paraná – Jornal de Fato
Foto: O Paraná – Jornal de Fato

O começo de um novo ano traz consigo um tensionamento comum entre lideranças: equilibrar metas ambiciosas com a manutenção de princípios éticos. Muitas vezes, a busca por resultados pode levar à flexibilização de valores, mas esse processo revela riscos quando a pressão aumenta.

Textos como o Salmo 15 destacam que a permanência e a estabilidade de uma organização dependem de atitudes coerentes, como 'falar a verdade no coração' e não negociar princípios. A integridade não é apenas um discurso público, mas uma postura internalizada, que deve ser seguida em todas as decisões, tanto no dia a dia quanto em situações estratégicas.

O questionamento sobre por que líderes menos éticos parecem obter sucesso — abordado em Habacuque — aponta para uma resposta que reforça a importância da fé como orientação estrutural. Em termos práticos, isso significa operar com um horizonte de longo prazo, mesmo em um mercado que estimula atalhos e práticas questionáveis.

Concessões éticas, mesmo que justificadas por narrativas organizacionais, erodem a cultura e podem comprometer a reputação. A confiança, elemento-chave para qualquer empresa, não é reconstruída facilmente com ações de marketing, mas sim preservada através de ações consistentes e alinhadas com os valores defendidos publicamente.