Flávio passa quase 4h sem registrar presença, mas vota pelo fim da 6×1

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Flávio estava em Porto Alegre enquanto Senado discutia proposta. Apesar do voto favorável, campanha admite rever regras se ele for eleito –

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, passou cerca de quatro horas sem registrar presença no Senado enquanto os parlamentares discutiam o fim da escala de trabalho 6×1 nesta quarta-feira (14/10).

Flávio, que estava em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, fazendo campanha, acabou participando da votação à distância e votou a favor da proposta.

As discussões começaram por volta das 16h30, mas o candidato do PL só registrou presença às 20h30, segundo os registros do Senado. O voto favorável veio após meses de críticas à redução da jornada de trabalho e uma mudança de posição na reta final das eleições.

Apesar do apoio, integrantes da campanha de Flávio já admitem discutir alterações nas regras caso ele vença a disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo aliados ouvidos pelo Metrópoles, a intenção é adaptar a redução da jornada às propostas econômicas de um eventual governo Flávio Bolsonaro, mesmo que o Congresso aprove o texto nos moldes atuais.

Alas do PL defendem a aprovação de uma proposta que abra caminho para que os trabalhadores negociem com empregadores e recebam por hora trabalhada.

Enquanto os senadores debatiam a proposta em Brasília, Flávio fazia campanha na capital gaúcha. Nas agendas, o candidato não mencionou o fim da escala 6×1.

O senador pôde votar de Porto Alegre porque a sessão foi convocada no formato semipresencial, que permite aos parlamentares participar das votações sem comparecer ao Congresso.

Flávio passou os últimos meses criticando a proposta e chegou a classificá-la como eleitoreira. A resistência, porém, deu lugar ao apoio a 11 dias do segundo turno.

A campanha avalia que votar contra uma medida de amplo apoio popular poderia prejudicar o candidato do PL na disputa contra Lula, que transformou o fim da escala 6×1 em uma de suas principais bandeiras.

Aliados de Flávio dizem manter preocupações com o aumento dos custos para as empresas e defendem maior liberdade para negociações entre empregadores e trabalhadores.

O entorno do senador também segue apontando como alternativa uma proposta apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição e coordenador de sua campanha. O texto recebeu a assinatura do candidato do PL.

A proposta de Marinho, que não registrou presença nem voto nesta quarta, permite a contratação de trabalhadores com pagamento por hora e amplia as possibilidades de negociação da jornada entre empregados e empresas.

Ao contrário do texto apoiado pelo governo Lula, a alternativa não reduz o limite de 44 horas semanais nem garante dois dias de descanso.

A PEC aprovada, em primeiro turno, nesta quarta pelo Senado prevê a redução gradual da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição dos salários, e garante dois dias de folga por semana.

Com informações do Metrópoles.

RESUMO

Voto e Mudança de Postura: O senador Flávio Bolsonaro (PL) registrou presença no Senado à distância após cerca de quatro horas de debate e votou a favor da PEC do fim da escala 6×1, após meses criticando a proposta como eleitoreira, em um movimento estratégico a poucos dias do segundo turno para evitar prejuízos eleitorais contra Lula.

Campanha em Porto Alegre: Enquanto a sessão semipresencial ocorria em Brasília, Flávio cumpre agenda de campanha em Porto Alegre e evitou abordar o tema publicamente em seus discursos.

Planos de Alteração e Proposta Alternativa: Aliados e integrantes do PL já admitem rever as regras em um eventual governo Flávio, defendendo o modelo por hora trabalhada e a flexibilização entre patrões e empregados, conforme projeto alternativo do senador Rogério Marinho.



Fonte:A Rede PG