Flávio Bolsonaro solicita a Trump designação de facções criminosas como organizações terroristas

Em reunião na Casa Branca, Flávio Bolsonaro pediu ao presidente Donald Trump que o PCC e o CV sejam classificados como organizações terroristas. A proposta visa fortalecer a cooperação internacional no combate ao crime organizado.
Flávio Bolsonaro concede coletiva de imprensa — Foto: Flávio Bolsonaro concede c
Flávio Bolsonaro concede coletiva de imprensa — Foto: Flávio Bolsonaro concede c

Na terça-feira, 26, Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à Presidência da República, se reuniu com Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. Durante o encontro, o parlamentar brasileiro apresentou uma pauta focada em segurança pública, além de discutir minerais estratégicos e tarifas comerciais.

O principal ponto abordado por Flávio foi o pedido para que o governo norte-americano classifique as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Em coletiva de imprensa após a reunião, o senador afirmou ter solicitado a Trump que essa designação fosse feita com urgência.

Apesar do pedido, Trump não se comprometeu a tomar uma decisão imediata, mas indicou que irá considerar a solicitação. Flávio destacou a importância de uma cooperação internacional eficaz para o enfrentamento de facções que atuam de maneira transnacional, ressaltando que a classificação por parte dos EUA poderia ampliar os mecanismos de colaboração entre países, incluindo sanções financeiras e intercâmbio de informações.

A visita à Casa Branca, conforme esclarecido pelo senador, não foi uma iniciativa pessoal, mas um convite formal do presidente dos Estados Unidos. Além do tema de segurança, a reunião abordou questões relacionadas a minerais estratégicos, conhecidos como “terras raras”, que são fundamentais na produção de tecnologia avançada. Flávio mencionou que há potencial para acordos comerciais entre Brasil e EUA nesse setor.

Ainda durante a coletiva, Flávio Bolsonaro revelou suas intenções, caso eleito, de integrar o Brasil em uma aliança internacional voltada para a segurança regional, a qual chamou de “escudo das Américas”. Essa proposta visa unir países no combate ao crime organizado, com implementação prevista para 2027.

O senador também compartilhou com Trump uma visão sobre o cenário eleitoral no Brasil, que descreveu como altamente competitivo. Apesar dos desafios, expressou confiança em sua candidatura, afirmando que a insatisfação do povo brasileiro com o ex-presidente Lula lhe dará apoio.