O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou nesta sexta-feira (28) em entrevista ao Jornal Nacional que, caso seja eleito presidente, o sistema de pagamentos Pix não será objeto de negociação com os Estados Unidos. Ao ser questionado sobre a possibilidade de discutir o Pix em um eventual acordo com o governo americano, o candidato foi enfático: "O Pix é sagrado, o Pix é do brasileiro."
Durante a entrevista, Flávio reforçou sua posição, afirmando que o sistema é inegociável. "Eu estou sendo aqui, o Pix é inegociável", afirmou o senador, que também destacou a importância do sistema na gestão de Jair Bolsonaro, ressaltando a inexistência de tarifas para os usuários. "Foi feito na gestão do presidente Bolsonaro. Não tem taxa no Pix porque o Bolsonaro exigiu que não tivesse", declarou.
O candidato foi questionado sobre uma declaração de seu irmão, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que mencionou a existência de ferramentas semelhantes ao Pix nos Estados Unidos, como o Zelle. Flávio Bolsonaro contestou a interpretação de que Eduardo sugeriu uma negociação do sistema brasileiro. Ele esclareceu que o deputado apenas comentou sobre a existência de um mecanismo similar no país norte-americano. "Foi uma distorção do que ele falou, porque ele só disse o seguinte: ‘Olha, aqui nos Estados Unidos também tem uma ferramenta parecida’", explicou.
Flávio Bolsonaro também comparou o Pix a outros meios de pagamento utilizados no Brasil, afirmando que é um sistema equivalente ao que existia anteriormente, como a transferência eletrônica conhecida como TED. "É um meio de pagamento. É igual, tinha um TED, é um Pix que foi ali criado no governo do presidente Bolsonaro", disse ele.
Ao ser confrontado novamente sobre a possibilidade de discutir o Pix em negociações futuras com os Estados Unidos, Flávio reiterou sua posição de que não há intenção de abordar o tema em tais contextos.