Flávio Bolsonaro destaca encontro com Trump e propõe medidas contra organizações criminosas

Em discurso após reunião no Salão Oval, Flávio Bolsonaro pede designação do PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas e promete acordo comercial com os EUA. Encontro foi inédito para um pré-candidato brasileiro em ano eleitoral.
Flávio Bolsonaro com Donald Trump no Salão Oval — Foto: Flávio Bolsonaro com Don
Flávio Bolsonaro com Donald Trump no Salão Oval — Foto: Flávio Bolsonaro com Don

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) realizou um discurso em Washington na terça-feira, 26 de maio de 2026, após uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca. O encontro, que já era esperado nos bastidores, foi confirmado pelo senador ao longo do dia, e a declaração à imprensa ocorreu ao lado de seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, e do comentarista Paulo Figueiredo.

Na sua fala, Flávio Bolsonaro expressou sua honra em ser recebido por Trump e detalhou que chegou ao Salão Oval às 15h e deixou o local às 16h40. Ele enfatizou que a reunião foi um convite direto do presidente dos EUA, sem intermediações de empresários. O senador agradeceu a Trump pela cordialidade e pela disponibilidade de tempo em meio a outros compromissos importantes, como negociações de paz com o Irã e questões cubanas.

O senador também destacou a importância histórica do encontro, afirmando que nunca antes um presidente dos Estados Unidos havia recebido um pré-candidato brasileiro à presidência em pleno ano eleitoral. Para ele, essa reunião simboliza o reconhecimento de uma alternativa ao governo atual do Brasil, considerado um desastre por Bolsonaro.

Além disso, Flávio Bolsonaro mencionou seu trabalho em estabelecer relações com as esferas políticas americanas, incluindo a Casa Branca, o Departamento de Estado e o Congresso. Ele atribuiu o encontro ao esforço contínuo de construir um relacionamento sólido com os Estados Unidos.

Por fim, o senador manifestou seu repúdio ao Itamaraty e à embaixada brasileira em Washington, que se recusaram a ceder espaço para a coletiva de imprensa solicitada por seu gabinete. Flávio Bolsonaro classificou essa atitude como mesquinha e reveladora do aparelhamento ideológico do Itamaraty sob a atual administração, afirmando que a partir de janeiro de 2027, o Itamaraty voltará a servir ao Brasil.

O discurso foi finalizado com um agradecimento ao público presente.