O senador Flávio Bolsonaro (PL) se manifestou neste sábado (18) durante um evento no Espírito Santo, reafirmando sua posição de não se submeter a qualquer tipo de tirania. A declaração veio logo após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), impor novas restrições ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra em prisão domiciliar.
O ministro, em decisão publicada na sexta-feira (17), proibiu Jair Bolsonaro de receber visitas, com exceção de profissionais da saúde e advogados, por um período de 30 dias. Além disso, Moraes vetou visitas com fins políticos até o final das eleições de outubro, bem como a divulgação de manifestos políticos.
Flávio Bolsonaro, que é filho do ex-presidente e advogado de Jair, está sob uma restrição que impede suas visitas ao pai por 90 dias, uma medida que se seguiu à divulgação de uma carta escrita por Jair Bolsonaro em suas redes sociais no dia 11 de julho.
Durante seu discurso, Flávio enfatizou que não se preocupa em buscar vingança contra Moraes, mas expressou um desejo de que a alma do ministro seja “resgatada”. Ele questionou a legitimidade das ações de Moraes e levantou questões sobre a atuação profissional de sua esposa, insinuando irregularidades.
O senador também falou sobre suas intenções futuras, afirmando que, se eleito, irá levar consigo ao Palácio do Planalto aqueles que foram condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, dos quais Moraes é relator. Flávio declarou que, apesar das ações do ministro, algumas pessoas seriam anistiadas e acompanhariam sua ascensão ao poder.
Em sua fala, Flávio Bolsonaro prometeu que, caso vença as eleições, as polícias federais terão mais autonomia para atuar. Ele criticou o que chamou de aparelhamento das instituições, afirmando que os policiais voltarão a trabalhar livremente e com valorização a partir de 2027, ao mesmo tempo em que advertiu aqueles que atuam de forma ilegal em detrimento do país.