Senador Flávio Bolsonaro (PL) –
O senador Flávio Bolsonaro (PL) publicou um vídeo nas redes sociais nesta segunda-feira (26) em que contestou o resultado das eleições presidenciais, anunciou que pretende pedir a cassação da chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que vai organizar a oposição no Congresso Nacional. O parlamentar também declarou que entregará os passaportes à Polícia Federal após uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na gravação, Flávio agradeceu aos quase 60 milhões de eleitores que votaram nele no segundo turno, realizado no domingo (25). O senador, no entanto, questionou a decisão que permitiu a extensão do horário de votação até as 19h em parte das seções eleitorais.
“O que aconteceu nesse domingo da eleição não foi normal, todo mundo viu”, declarou. Ele afirmou que o período adicional precisa ser esclarecido e questionou o possível impacto da medida sobre o resultado. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a reeleição de Lula, que recebeu 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio.
VÍDEO
Confira o que disse o candidato a presidência da república em 2026, Flávio Bolsonaro (PL) | Autor: Reprodução/Redes Sociais.
Flávio promete pedir cassação da chapa de Lula
Durante o pronunciamento, o senador acusou o presidente reeleito de abuso de poder político e econômico. Flávio alegou que o governo teria destinado quase meio trilhão de reais para influenciar o resultado eleitoral e também acusou adversários de promoverem a disseminação de notícias falsas. Ele não apresentou documentos ou provas dessas acusações no vídeo.
“Então eu vou pedir, sim, a cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu”, afirmou.
O parlamentar também criticou o que chamou de “sistema” e declarou que pretende contestar judicialmente o resultado da disputa.
Senador diz que entregará passaportes
Flávio relatou que foi intimado pela Polícia Federal ao sair da residência do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, nesta segunda-feira. Segundo o senador, a determinação de Alexandre de Moraes prevê a entrega dos passaportes e a proibição de deixar o país.
De acordo com o parlamentar, a decisão teria relação com uma declaração atribuída ao irmão, Eduardo Bolsonaro, sobre uma possível saída do Brasil caso Flávio perdesse a eleição. O senador negou que tivesse intenção de deixar o país e classificou a medida como uma tentativa de intimidação.
“Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar. Mas ninguém vai me calar”, declarou.
Oposição no Congresso
Ao final do vídeo, Flávio afirmou que pretende reunir deputados e senadores eleitos para definir a estratégia de oposição ao governo Lula. O senador disse que buscará utilizar as bancadas do PL e de partidos aliados na Câmara dos Deputados e no Senado para contestar as medidas do próximo mandato presidencial.
Ele também fez críticas às perspectivas econômicas do país, citando o dólar, a Bolsa de Valores, a inflação e a segurança jurídica como motivos de preocupação. As declarações foram apresentadas pelo próprio senador, sem detalhamento de dados econômicos que comprovem as previsões feitas no pronunciamento.
Confira um resumo da notícia:
Contestação do resultado eleitoral: Flávio Bolsonaro (PL) questionou a eleição presidencial, criticou a extensão do horário de votação até as 19h e anunciou que pretende pedir a cassação da chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), alegando abuso de poder político e econômico. Não apresentou provas das acusações no vídeo.
Entrega dos passaportes: O senador afirmou que foi intimado pela Polícia Federal a entregar os passaportes e que está proibido de deixar o país, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Flávio negou intenção de sair do Brasil e classificou a medida como uma tentativa de intimidação.
Organização da oposição: Flávio anunciou que pretende reunir deputados e senadores eleitos para organizar a oposição ao governo Lula no Congresso Nacional. Também fez críticas às perspectivas econômicas do país, citando o dólar, a Bolsa de Valores e a inflação.
Fonte:A Rede PG