O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) esteve em Santa Catarina no último sábado (9) para o lançamento das pré-candidaturas de seu grupo político, destacando a participação de Carlos Bolsonaro, que transferiu seu domicílio eleitoral para o Estado do Sul. Durante o evento, foi confirmado que o PL irá concorrer às duas vagas abertas ao Senado com Carlos Bolsonaro e a deputada federal Carol De Toni.
A formação da chapa “puro sangue” do PL para o Senado encerra uma disputa interna que gerou desentendimentos entre os políticos da direita em Santa Catarina. Antes da mudança de Carlos, a expectativa era que a chapa contasse também com o senador Esperidião Amin (PP-SC), que agora se afastou do governador Jorginho Mello (PL) e se alinhou ao prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), que disputará o governo do Estado.
Flávio Bolsonaro, em seu discurso, destacou que a eleição será realizada em dois turnos e elogiou a capacidade de João Rodrigues em chegar ao segundo turno, enfatizando a confiança na vitória. No evento, Carlos e De Toni trocaram elogios, indicando um trabalho conjunto para garantir que ambos sejam eleitos senadores por Santa Catarina nas eleições de outubro.
A mudança de domicílio eleitoral feita por Carlos Bolsonaro faz parte de uma estratégia da família para facilitar sua eleição e aumentar o número de cadeiras que a direita controla no Senado. A competição No Rio de Janeiro é mais intensa, com o ex-governador Cláudio Castro (PL) também na disputa.
Além disso, Flávio Bolsonaro aproveitou a ocasião para criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que o Partido dos Trabalhadores estará na “insignificância” a partir do próximo ano. O senador também fez comentários sobre a possibilidade de um governo de oito anos, sugerindo que, se eleito, poderia buscar dois mandatos, contradizendo suas declarações anteriores sobre a intenção de cumprir apenas um mandato.
Em março, Flávio havia protocolado uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que proíbe a reeleição para o cargo de presidente da República, com a intenção de ganhar apoio do centro para sua candidatura. Esse movimento remete à estratégia de seu pai, Jair Bolsonaro, que em 2018 também defendeu o fim da reeleição, mas que posteriormente concorreu a um novo mandato e foi derrotado por Lula em 2022.