Candidato do PL faz mea-culpa sobre gestão sanitária, defende compra de vacinas e cita alta em assassinatos sob o PT –
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) admitiu falhas na área da saúde durante o mandato do pai, Jair Bolsonaro, e comparou o volume de homicídios no país a uma pandemia. A declaração ocorreu durante o debate promovido pela Band neste domingo (18).
O parlamentar respondeu a um questionamento feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a condução médica na crise sanitária da Covid-19. O atual mandatário citou o uso de medicamentos ineficazes, os episódios de falta de oxigênio em hospitais e a morte de mais de 700 mil brasileiros, além de defender a atuação do Sistema Único de Saúde (SUS).
Mea-culpa sobre a pandemia e imunização
Ao iniciar a resposta, o senador admitiu dificuldades no setor hospitalar durante a gestão anterior diante do caráter inédito do cenário epidemiológico.
“De fato a saúde não foi uma área que a gente teve o melhor resultado durante o governo do presidente Bolsonaro. Eu faço aqui essa minha culpa. Tivemos uma pandemia, dois anos de pandemia, uma coisa nova, que ninguém sabia direito como enfrentar, mas o Bolsonaro deu o seu melhor.”
Na sequência, o representante do PL sustentou que a gestão federal garantiu as doses aplicadas no próprio adversário na disputa pelo Planalto.
“Inclusive o Lula tomou vacina, né? Quem comprou vacina? O presidente Bolsonaro. Tem Bolsonaro dentro do Lula.”
Comparação de assassinatos com emergência sanitária
Para responder aos apontamentos sobre os números da crise do coronavírus, o senador confrontou os registros de segurança pública acumulados em administrações anteriores do PT. O candidato do PL declarou que a violência letal registrada no período representou uma crise grave que poderia ter sido contida pelas autoridades. “Eu quero falar para vocês que durante os 20 anos do governo do PT mais de 770 mil pessoas morreram assassinadas. Isso é uma pandemia que podia ter sido evitada”, afirmou Flávio.
Com informações da Band.
RESUMO
Admissão de falhas e justificativa: Flávio Bolsonaro fez um “mea-culpa” sobre os resultados do governo de seu pai (Jair Bolsonaro) na área da saúde durante a Covid-19, justificando que a pandemia era algo novo, mas ressaltando que a gestão comprou as vacinas utilizadas pela população e por Lula.
Comparação com homicídios: Para rebater as críticas sobre as mais de 700 mil mortes na crise sanitária, o candidato do PL comparou o impacto a uma “pandemia evitável”, afirmando que mais de 770 mil pessoas foram assassinadas ao longo de 20 anos de governos do PT.
Enfrentamento no debate: As declarações ocorreram no debate da Band em resposta aos questionamentos de Lula, que criticou o uso de remédios ineficazes e a falta de oxigênio nos hospitais durante a pandemia, enquanto defendeu a atuação do SUS.
Fonte:A Rede PG