Fenômeno El Niño pode trazer chuvas intensas ao Paraná até 2027

Com mais de 90% de probabilidade de se intensificar, o El Niño deve impactar o clima do Paraná, trazendo chuvas acima da média e tempestades até o primeiro trimestre de 2027.
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O fenômeno meteorológico El Niño apresenta uma probabilidade superior a 90% de se tornar muito forte na primavera e no verão de 2026/2027, conforme previsões da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). Este fenômeno já está em processo de fortalecimento no Oceano Pacífico Equatorial e deverá influenciar as condições climáticas do Paraná até o início de 2027.

Com base nas análises do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o fortalecimento do El Niño resultará em chuvas acima da média para a primavera e o verão, especialmente nas regiões Oeste, Sudoeste e Centro-Sul do estado. A previsão indica que a intensidade das chuvas será significativa, o que poderá resultar em riscos de tempestades e ventos que podem atingir até 100 km/h.

A NOAA também destacou que, no último mês, o El Niño se intensificou, com temperaturas da superfície do mar superando a média. Em julho, uma área-chave do monitoramento apresentou temperatura 1,4°C acima do normal. A expectativa é que, até o final do ano, o fenômeno possa atingir uma condição caracterizada por temperaturas marinhas pelo menos 2°C acima da climatologia, especialmente entre os meses de outubro e dezembro.

A influência do El Niño já é perceptível no Paraná, onde as 45 estações meteorológicas do Simepar que operam há mais de cinco anos registraram, em 41 delas, chuvas acima da média. Em Palmas, por exemplo, foram registrados 311 milímetros de chuva em julho de 2026, o maior volume para o mês desde a instalação da estação, há 28 anos. Outras cidades também observaram recordes históricos de precipitação, como Altônia, Cianorte, Cornélio Procópio, Cruzeiro do Iguaçu e Foz do Iguaçu.

Embora o aumento das chuvas possa beneficiar a agricultura ao reduzir áreas secas, o excesso de água representa um desafio. A umidade elevada do solo pode dificultar o plantio e a colheita, além de aumentar o risco de doenças fúngicas nas plantações. Dependendo da cultura e do momento em que ocorrem as chuvas, a qualidade dos grãos também pode ser comprometida.