Moradores de Arapongas, no Norte do Paraná, denunciam uma série de irregularidades envolvendo sepultamentos no Cemitério Municipal da cidade. Entre os relatos estão supostas trocas de corpos, desaparecimento de sepulturas e até a venda de um mesmo jazigo para famílias diferentes.
O caso já é investigado pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), que apura possíveis crimes relacionados à administração dos túmulos e à destinação de restos mortais.
“Nós temos um caso que foi o pontapé inicial de tudo isso, um sepultamento que após 60 dias a família foi ao cemitério e descobriu que não tinha túmulo e não tinha o corpo. Através deste caso vieram várias outras famílias relatar casos semelhantes”, afirma Mauro Martins, advogado das famílias afetadas.
Pai encontra casal enterrado no local onde filha foi sepultada
Uma das denúncias é do morador Fábio de Oliveira, que afirma ter encontrado uma situação inesperada ao visitar a sepultura de uma das filhas.
Segundo ele, as gêmeas Vitória e Larissa foram enterradas no mesmo jazigo após a morte da segunda criança, que tinha uma doença rara chamada Síndrome de West.
Ao retornar ao cemitério, o pai relata que não conseguiu localizar a sepultura. Quando encontrou o local onde acreditava estar o túmulo das filhas, descobriu que havia outro casal enterrado ali.
O caso levantou dúvidas sobre a destinação dos restos mortais e motivou novas denúncias de famílias que afirmam ter enfrentado situações semelhantes.
Jazigo teria sido vendido para duas famílias
Outro relato é o de Guilherme Campos Santos. Segundo a denúncia, o tio dele, José Gonçalves, foi sepultado em uma área que já pertenceria a outra família desde o ano 2000.
De acordo com os familiares, no mesmo jazigo já estariam enterrados os pais de Ginamara.
“Se não vinha à tona, nem sabia que tinham vendido o mesmo túmulo. E onde está meu pai?”, diz Ginamara.
Com isso, as duas famílias passaram a questionar quem realmente está sepultado no local e se houve erro na administração do cemitério.
Com informações: Banda B.
Fonte:A Rede PG