A política suja tenta destruir a honra das pessoas para ganhar uma eleição”, afirma Aguayo
Empresário e dirigente do setor de bares, restaurantes, entretenimento e turismo afirma que uma acusação encerrada pela Justiça está sendo requentada em redes sociais, WhatsApp e propaganda eleitoral para produzir efeito político
O empresário e dirigente do setor de bares, restaurantes, entretenimento e turismo Fábio Aguayo vem a público reagir à continuidade da divulgação de conteúdos que o associam à prática de suposta importunação sexual, apesar de o episódio já ter sido definitivamente analisado pelo Poder Judiciário.
O processo criminal tramitou sob sigilo de Justiça e, por essa razão, seu número e informações protegidas não serão divulgados.
O que pode ser afirmado, entretanto, é objetivo: Fábio Aguayo foi absolvido, a decisão transitou em julgado e a acusação foi definitivamente encerrada.
Além disso, embargos de declaração corrigiram expressamente o fundamento da sentença para o artigo 386, inciso III, do Código de Processo Penal, deixando consignado que o fato atribuído não constituía infração penal, ou seja, que a conduta era atípica.
A decisão judicial analisou as provas produzidas sob contraditório e registrou elementos relacionados à insuficiência de certeza da narrativa acusatória, inclusive quanto à demonstração de dolo.
Portanto, não se trata de uma condenação posteriormente revertida.
Trata-se de uma acusação que terminou em absolvição definitiva, com trânsito em julgado.
Não existe condenação criminal reconhecida pela Justiça.
“Desde o primeiro dia eu disse que isso era político”
Desde o início, Fábio Aguayo sustentou que a acusação possuía motivação política e vinha sendo utilizada como instrumento para atingir sua reputação e, por intermédio de sua relação profissional e pessoal com ele, atingir o senador Sérgio Moro.
Segundo Aguayo, essa não é uma interpretação construída agora, diante da eleição de 2026.
Foi a posição sustentada desde seu depoimento na delegacia e durante o processo judicial.
Outro aspecto que, segundo ele, torna o episódio ainda mais grave é a relação existente entre as pessoas envolvidas.
A acusação foi apresentada por um homem, político e filiado a um partido de oposição, que fazia parte do círculo de convivência de Aguayo e era considerado seu amigo.
“O que mais me assustou foi usar a nossa amizade para fazer uma situação ridícula dessa. Era uma pessoa que era minha amiga, alguém com quem eu tinha convivência. Desde o primeiro momento eu disse que aquilo estava sendo usado politicamente para atingir o Sérgio Moro através de mim. Falei isso na delegacia, falei nos autos e sempre sustentei essa posição.”
Aguayo afirma que, naquele momento, já alertava que sua imagem estava sendo utilizada como instrumento de uma disputa política.
Agora, anos depois, a acusação volta a circular justamente em um contexto eleitoral.
Para ele, a repetição do episódio reforça a preocupação que manifestava desde o começo.
Da amizade à acusação; da acusação à propaganda eleitoral
O episódio, iniciado em uma relação pessoal entre pessoas que se conheciam, passou posteriormente a ser explorado em WhatsApp, redes sociais e conteúdos políticos.
Segundo os conteúdos que vêm sendo divulgados, a acusação chegou também a inserções e spots de propaganda política na televisão, atribuídos ao PSD, partido do governador Ratinho Junior e do candidato Sandro Alex.
A utilização do episódio no contexto eleitoral levou a questão à Justiça Eleitoral, que analisou a utilização do conteúdo.
Houve manifestação judicial e determinação relacionada à retirada de conteúdo considerado falso, além de referência ao fato de que a acusação contra Fábio Aguayo já havia sido objeto de decisão absolutória transitada em julgado.
A decisão judicial também chama atenção para os riscos da disseminação de informações inverídicas, descontextualizadas ou enviesadas no ambiente eleitoral, especialmente diante de seu potencial de induzir o eleitor ao erro.
Para Aguayo, a pergunta é simples:
Como uma acusação que terminou em absolvição definitiva pode continuar sendo apresentada ao eleitor como se fosse uma condenação?
“Querem ganhar uma eleição requentando uma acusação que a Justiça já afastou definitivamente. Uma coisa é fazer disputa política, apresentar propostas e criticar adversários. Outra completamente diferente é pegar uma acusação que terminou com absolvição definitiva e tentar transformá-la novamente em arma eleitoral. Não existe condenação onde nunca houve condenação.”
A política suja não pode transformar acusação em condenação
Para Fábio Aguayo, o episódio expõe um problema que ultrapassa sua situação pessoal.
Quando uma acusação é repetida milhares de vezes, sem que seja apresentado ao público o desfecho judicial, cria-se artificialmente a impressão de que a acusação foi comprovada.
É a política da destruição de reputações: primeiro se acusa, depois se repete, e finalmente se tenta transformar a repetição em uma suposta verdade.
“Uma acusação não pode virar condenação por repetição. Eu fui acusado, fui julgado, fui absolvido e a decisão transitou em julgado. Os embargos ainda corrigiram expressamente o fundamento para deixar claro que o fato não constituía crime. A Justiça já deu a resposta.”
Aguayo ressalta que não pretende impedir a liberdade de imprensa, o direito à crítica ou o debate político.
O que não aceita é que uma acusação seja apresentada como fato consumado quando a própria Justiça já decidiu definitivamente em sentido contrário.
Medidas nas esferas eleitoral, civil e criminal
Diante da continuidade dos ataques, Fábio Aguayo informa que está adotando todas as medidas jurídicas cabíveis nas esferas eleitoral, civil e criminal.
Na esfera eleitoral, já foram adotadas providências diante da utilização do episódio em conteúdos de natureza política e eleitoral.
Na esfera civil, foram ajuizadas medidas contra veículos de comunicação que reproduziram ou continuam reproduzindo versões consideradas descontextualizadas dos fatos, com pedidos relacionados à retirada de conteúdo, responsabilização e indenização pelos danos causados à honra e à imagem.
Também foram adotadas medidas judiciais envolvendo Google e Meta, com pedidos relacionados à retirada e à desindexação de conteúdos que permanecem disponíveis na internet e nos mecanismos de busca.
Além dos pedidos de retirada e desindexação, foram formulados pedidos de indenização contra responsáveis pela divulgação, cabendo ao Poder Judiciário analisar a responsabilidade de cada envolvido.
Na esfera criminal, Aguayo registrou Boletim de Ocorrência perante a Polícia Civil do Paraná em 6 de agosto de 2026, em razão da utilização de seu nome e imagem em conteúdo que o associava a suposta prática de natureza sexual e criminosa, além da disseminação do material em redes sociais e grupos de WhatsApp.
Entre as naturezas registradas estão calúnia, difamação e propaganda eleitoral.
“A acusação morreu na Justiça. Agora estão tentando ressuscitá-la nas urnas.”
Fábio Aguayo afirma que não permitirá que uma acusação já encerrada judicialmente seja utilizada novamente como instrumento de ataque político.
“Eu avisei desde o primeiro dia que isso tinha motivação política e que estavam usando a minha pessoa para atingir o Sérgio Moro. Falei na delegacia, falei nos autos. E agora, na eleição de 2026, estão requentando exatamente essa acusação para tentar produzir efeito eleitoral. Minha amizade foi usada contra mim, minha honra foi usada politicamente e uma acusação que a Justiça já encerrou está sendo ressuscitada. Isso ultrapassou todos os limites.”
Para Aguayo, a disputa eleitoral deve ocorrer dentro dos limites do debate democrático.
Eleição se ganha com propostas, trabalho e voto — não com a destruição da honra e da reputação de pessoas.
“Quem quiser contar essa história, que conte inteira. Pode falar da acusação, pode fazer crítica, pode questionar. Mas também precisa informar que a Justiça analisou o caso, que eu fui absolvido, que houve reconhecimento da atipicidade e que a decisão transitou em julgado. A verdade não pode ser contada pela metade.”
Fábio Aguayo continuará adotando todos os instrumentos legais disponíveis para proteger sua honra, sua imagem e sua reputação, deixando que eventuais responsabilidades sejam apuradas pelas instituições competentes.
A acusação acabou na Justiça. O que não pode continuar é a tentativa de transformá-la em condenação política.