O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira, oficializou seu apoio ao pré-candidato ao Governo do Estado, Álvaro Dias. Essa decisão, embora esperada, não surpreendeu os observadores da política potiguar, que já consideravam a mudança de Ezequiel como um movimento certo há algum tempo. Apesar de permanecer na base do Governo Fátima Bezerra até o último momento, o apoio a Álvaro foi visto como um passo inevitável.
A formalização do apoio por parte de Ezequiel foi adiada, uma estratégia que pareceu ter como objetivo preservar a influência de seu grupo dentro da administração estadual por mais tempo. No entanto, a expectativa de que ele levaria praticamente todo o seu grupo político para o palanque de Álvaro não se concretizou na totalidade.
Após o anúncio, ficou evidente que uma parte significativa de seus aliados, assim como alguns parlamentares que seguiam sua liderança, decidiu apoiar o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra. Esse movimento revela um cenário onde a capacidade de Ezequiel de unificar seu grupo político enfrenta novas limitações, algo que não era tão evidente em momentos anteriores de sua trajetória.
O apoio a Álvaro Dias fortalece a oposição ao Governo Fátima Bezerra e ao pré-candidato Cadu Xavier. Contudo, a situação atual indica que a disputa pelo eleitorado e pelas lideranças políticas do Estado ainda está longe de ser resolvida. Allyson Bezerra continua a atrair apoios significativos, incluindo aqueles que, teoricamente, deveriam acompanhar a decisão de Ezequiel.
Essa divisão de apoios e a fragmentação entre os aliados de Ezequiel Ferreira destacam um novo panorama no cenário eleitoral potiguar. O fortalecimento de Álvaro Dias contrasta com a capacidade reduzida de Ezequiel em manter sua base coesa, o que pode ter implicações importantes nas próximas etapas da disputa pelo Governo do Estado.