Exportações do Paraná para União Europeia crescem 12,9% em janeiro de 2026

As vendas paranaenses para o bloco econômico europeu ultrapassaram US$ 197,9 milhões no primeiro mês deste ano, com aumento expressivo em mercados como Alemanha, Holanda e Polônia. Produtos como farelo de soja e biodiesel lideraram os embarques, impulsionados pela busca de novos mercados pelos exportadores.
Avanço no comércio paranaense com a União Europeia em 2026. — Foto: Governo do P
Avanço no comércio paranaense com a União Europeia em 2026. — Foto: Governo do P

Com um avanço de 12,9% na comparação com janeiro de 2025, quando somaram US$ 175,3 milhões, as exportações paranaenses para a União Europeia atingiram US$ 197,9 milhões em 2026. Esse crescimento, ainda antes da formalização do acordo comercial entre Mercosul e o bloco, evidenciou o potencial do Estado em mercados tradicionais, com destaque para as vendas à Alemanha, Holanda e Polônia.

Na Alemanha, as exportações saltaram de US$ 36,9 milhões para US$ 44,1 milhões, com o farelo de soja como principal item. Já para a Holanda, o resultado foi de US$ 39,7 milhões ante US$ 31,6 milhões do ano anterior, sendo o biodiesel o principal produto comercializado. A Polônia registrou aumento ainda mais significativo, de US$ 5,4 milhões para US$ 17,1 milhões, também impulsionada pelas vendas de farelo de soja.

A Eslovênia apresentou o maior crescimento percentual, com um salto de 9.952% nas exportações paranaenses. Em janeiro de 2026, o Estado embarcou US$ 14,4 milhões para o país, contra apenas US$ 143,7 mil em igual período no ano anterior, graças à expansão de mercadorias como farelo de soja. Em toda a União Europeia, máquinas de terraplanagem, papel, partes de motores para veículos, carne de frango in natura e produtos químicos, especialmente biodiesel, foram os produtos que mais ajudaram no resultado.

O crescimento das exportações para a região europeia deve trazer impactos econômicos relevantes ao Paraná, com perspectivas de intensificação do comércio após a vigência do acordo. Para cada 1% de aumento anual nas vendas externas, o Estado poderia incorporar R$ 137,5 milhões ao seu PIB e gerar cerca de 1.100 novos empregos, de acordo com estimativas.