Um ataque a bomba ocorrido no último sábado (25/04) no departamento de Cauca, na Colômbia, resultou na morte de pelo menos 14 pessoas e deixou mais de 38 feridos, entre os quais cinco são menores de idade. O atentado se insere em um contexto de crescente violência na região, que é historicamente marcada pela presença de grupos armados e atividades ilícitas, especialmente em um momento em que o país se aproxima das eleições presidenciais programadas para 31 de maio.
O governador de Cauca, Octavio Guzmán, confirmou as informações em uma publicação na rede X, destacando que além das mortes, a explosão afetou diversos veículos em uma estrada local. Ele também informou sobre outros ataques ocorridos em áreas como El Túnel, El Tambo, Caloto, Popayán, Guachené, Mercaderes e Miranda. Segundo relatos, esses eventos violentos começaram a ser registrados na região a partir de sexta-feira (24/04).
As autoridades colombianas atribuem a série de ataques a Iván Jacobo Idrobo Arredondo, conhecido pelo apelido de Marlon. Este líder narcoterrorista é associado a uma organização criminosa que controla rotas de narcotráfico que vão do norte de Cauca a partes de Nariño e Valle del Cauca. A escalada de violência levanta sérias preocupações sobre a segurança no país, um tema central nas discussões eleitorais atuais.
Iván Arredondo, que recebeu anistia pela Jurisdição Especial para a Paz (JEP) em 2017, retornou à luta armada em 2019 e é apontado como responsável por pelo menos oito ataques desde então, incluindo o assassinato da candidata Karina García em 2019. Em resposta à gravidade dos atos de violência, o governo colombiano aumentou a recompensa pela captura de Arredondo para cinco bilhões de pesos.
Em reação aos últimos atentados, o governo reforçou a presença policial e militar na área afetada. O governador Guzmán classificou as ações como uma demonstração de fraqueza de uma organização criminosa, enfatizando que o Estado não permitirá que o medo prevaleça. O clima de insegurança e as ameaças de morte a figuras políticas, como o senador Iván Cepeda e os conservadores Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia, intensificam a urgência de medidas eficazes de segurança no país.