O Tribunal de Justiça do Paraná autorizou a prisão domiciliar de Jorge Guaranho, ex-policial penal condenado a 20 anos de prisão pelo assassinato de Marcelo Arruda, tesoureiro do PT de Foz do Iguaçu. A decisão foi publicada em 17 de março, e Guaranho deixou o Complexo Médico Penal no dia seguinte, retornando à cidade onde o crime ocorreu.
A defesa de Guaranho argumentou que ele enfrenta sérias dificuldades de saúde, incluindo limitações motoras e neurológicas que afetam suas atividades diárias. A estrutura do sistema prisional foi considerada inadequada para o tratamento médico necessário, levando o Judiciário a substituir o regime fechado pela prisão domiciliar.
Com a nova determinação, Guaranho deverá cumprir a pena em Foz do Iguaçu, podendo sair apenas para atendimentos médicos previamente autorizados, exceto em emergências. A família de Marcelo Arruda está acompanhando o caso e considera adotar medidas judiciais, enfatizando a gravidade do crime.
O assassinato ocorreu em 9 de julho de 2022, durante a festa de aniversário de 50 anos de Arruda. Guaranho invadiu a comemoração e, após uma discussão, disparou contra Marcelo, que faleceu no dia seguinte. A acusação de homicídio duplamente qualificado foi sustentada por evidências que mostraram que Guaranho foi o primeiro a atirar.