EUA sancionam brasileiros por vínculos com o PCC e lavagem de dinheiro

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, através do OFAC, sancionou brasileiros e empresas por supostas ligações com o PCC. As sanções visam desmantelar uma rede de lavagem de dinheiro envolvendo criptomoedas e recursos do tráfico de drogas.
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Nesta quarta-feira (01), o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), anunciou a sanção de duas pessoas e três empresas brasileiras, além de uma empresa portuguesa, por supostas ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), considerado o maior grupo criminoso da América Latina.

Os indivíduos sancionados são Victor Henrique de Oliveira Shimada, nascido em 11 de fevereiro de 1985, em Santos (SP), e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, nascida em 21 de março de 1992, em São Paulo (SP). As empresas envolvidas nas sanções incluem a Victory Trading Intermediação de Negócios, Cobranças e Tecnologia Ltda., a Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda. e a Wave Construções Inteligentes Ltda., todas localizadas em São Paulo, além da Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda., situada em Setúbal, Portugal.

O Tesouro dos EUA identificou Shimada como um líder da rede do PCC em São Paulo, responsável por conectar operadores na Flórida com traficantes internacionais. As investigações indicam que ele e sua organização lavaram mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos, utilizando criptomoedas para enviar dinheiro ao Brasil, beneficiando assim a organização criminosa. Stella, por sua vez, é descrita como uma associada próxima e parente de Shimada, atuando como secretária e responsável pela coleta de dinheiro em espécie.

As empresas Victory Trading, Pixwave e Wave, todas controladas por Shimada, operam nos setores de serviços financeiros e construção civil. A Avenidas Flutuantes, com sede em Portugal, atua no transporte e armazenamento de mercadorias.

Essa ação é resultado de uma investigação coordenada pela Homeland Security Task Force, que envolve o FBI de Miami e o Departamento de Justiça dos EUA. Em janeiro de 2026, o FBI já havia prendido seis membros da rede baseados na Flórida, indiciados por lavagem de dinheiro.

Outra informação relevante é que, em janeiro de 2025, Shimada esteve sob prisão domiciliar no Brasil devido à utilização de sua empresa, a Victory Trading, em um esquema de lavagem de dinheiro relacionado a um roubo ocorrido em um clube de futebol brasileiro.