Estudo para ligação ferroviária entre Curitiba e Cajati é apresentado pela CPTM

Um projeto em fase inicial propõe a construção de uma linha de trem entre Curitiba e Cajati, com o objetivo de melhorar o transporte entre Paraná e São Paulo. A previsão de detalhamento é para o segundo semestre de 2026.
Foto: Um novo projeto ferroviário em estudo prevê a ligação por trem entre Curit
Foto: Um novo projeto ferroviário em estudo prevê a ligação por trem entre Curit

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) apresentou um novo projeto que visa a criação de uma ligação ferroviária entre Curitiba e Cajati, município localizado em São Paulo. Essa proposta integra o Plano Estratégico Ferroviário de São Paulo (PEF-SP) e está na etapa inicial de desenvolvimento, com detalhes esperados para serem divulgados no segundo semestre de 2026.

O estudo realizado pela CPTM tem como principal objetivo avaliar a infraestrutura ferroviária existente e explorar possíveis expansões no estado de São Paulo. Dentro desse contexto, a ideia de estabelecer uma nova conexão entre os estados do Paraná e São Paulo por meio de trilhos é considerada uma prioridade.

No documento preliminar apresentado, o trecho que ligaria Curitiba a Cajati é classificado como um projeto “greenfield”, o que significa que a construção da ferrovia precisaria ser realizada do zero, sem a utilização da infraestrutura já existente.

Atualmente, as informações relativas ao projeto são limitadas. Trata-se de uma proposta que ainda está em fase de concepção, o que implica que aspectos como o modelo de operação, o traçado definitivo, os custos envolvidos e o prazo para a execução ainda não foram determinados.

A nova linha férrea entre Curitiba e São Paulo surge como uma alternativa ao tráfego na Régis Bittencourt, uma das principais rodovias da região. O traçado inicial indica que o trem poderia fazer paradas em localidades como Barra do Turvo, Campina Grande do Sul e Colombo, acompanhando, em parte, o corredor da BR-116.

Com essa iniciativa, a expectativa é não apenas aumentar o transporte de passageiros, mas também melhorar a logística de cargas entre os dois estados. Apesar do potencial do projeto, ele ainda serve como uma base para orientar investimentos futuros, com projeções que se estendem até 2050, indicando que, caso a proposta avance, pode demorar um tempo considerável para se concretizar.