Estado orienta mulheres sobre denúncias e proteção contra cárcere privado

A Secretaria da Segurança Pública do Paraná reforça atuação integrada das forças policiais no enfrentamento ao crime de cárcere privado, que pode ocorrer no ambiente doméstico, especialmente contra mulheres e filhos.
Foto: Governo do Paraná
Foto: Governo do Paraná

A comunicação que a vítima conseguiu estabelecer com familiares em Curitiba foi fundamental para o desfecho de um caso de cárcere privado no Rio de Janeiro. A partir dos dados compartilhados, a polícia fluminense conseguiu identificar o local onde ela estava e efetuar a prisão do agressor em flagrante.

A orientação da Polícia Civil do Paraná para pessoas que enfrentam situações semelhantes é manter a calma e, sempre que possível, tentar algum tipo de contato com familiares, amigos ou autoridades. Mensagens cifradas por celular ou e-mail, quando viáveis, podem ser decisivas para que a polícia identifique a ocorrência e atue rapidamente.

"Nem sempre as outras pessoas têm condições de identificar que se trata de um cárcere privado", explica uma delegada da Delegacia da Mulher da Polícia Civil do Paraná. "É fundamental que a vítima tente, de alguma forma, fazer contato e solicitar ajuda. Muitas vezes, pessoas externas não conseguem perceber que se trata dessa situação".

A delegada alerta que, especialmente em situações de violência doméstica e familiar, é importante que a mulher tente chamar a atenção de alguma forma. "Gritar por socorro para que vizinhos escutem ou realizar qualquer movimento que indique que algo anormal está acontecendo pode ser fundamental para que ela seja retirada da situação de violência", afirma.