Esquema de pirâmide financeira operava em Minas Gerais com retorno de 987% e lavagem de dinheiro

Uma investigação do Ministério Público de Minas Gerais revelou um esquema que prometia retornos anuais superiores a 987%, utilizando operações imobiliárias para ocultar recursos.
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O Ministério Público de Minas Gerais identificou um suposto esquema de pirâmide financeira que oferecia retornos anuais superiores a 987%. O acusado, conhecido como 'Sicário', é apontado como operador de Daniel Vorcaro e responde por crimes como organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O esquema envolvia simulações de compra de propriedades rurais em Minas Gerais, seguidas de empréstimos junto ao Banco Máxima. Os imóveis eram supervalorizados em mais de 3 mil por cento para viabilizar financiamentos vultosos, como demonstrado em um caso em que um imóvel adquirido por R$ 465 mil foi avaliado em R$ 16,7 milhões.

A investigação teve início após uma denúncia da Comissão de Valores Mobiliários sobre a Alcateia Investimentos, que prometia ganhos elevados e utilizava uma estrutura piramidal. O grupo incentivava seus clientes a recrutar novos participantes, criando uma rede chamada 'matilha'.

Além das fraudes financeiras, Mourão também foi envolvido em investigações da operação Compliance Zero, sendo identificado como líder de um grupo que coordenava ações de vigilância e intimidação. Ele teria acessado ilegalmente sistemas restritos de órgãos públicos, utilizando credenciais de terceiros.