Escuta Afetiva

Saber ouvir, tendo uma escuta ativa, é uma regra de ouro na Etiqueta.
A maioria das pessoas gosta de conversar, falar e ser ouvida.
Cada pessoa que existe no mundo é um universo a ser descoberto.
Quando eu me esvazio de mim posso me fazer presente e ser a resposta que o outro precisa.
Há situações em que o outro só quer o carinho de alguém que possa escutá-lo. Muitas vezes ele não precisa de conselho, precisa apenas compartilhar ou dividir algo que o incomoda.
É preciso desenvolver essa sensibilidade de ter uma escuta mais do que ativa: uma escuta afetiva.
E uma atitude também muito interessante é perceber a necessidade sem que o outro fale.
Precisamos aprender que não escutamos com o ouvido: escutamos com o coração. É preciso estar perto para ouvir, escutar.
E não é só escutar; penso que é muito mais do que isso: o momento pode se tornar um encontro de afinidades e de confiança entre as partes.
Você já reparou que quando pessoas estão discutindo elevam o tom de voz, ficam agressivas e podem até gritar?
Isso acontece porque os corações estão distantes, a afinidade deixou de existir.
É muito importante saber enxergar, saber escutar e saber falar.
Quando um amigo nos conta que fez uma viagem experimente deixá-lo livre para falar. Ao invés de interrompê-lo dizendo que já esteve naquele lugar, pergunte-o se conheceu um ponto turístico específico ou um restaurante. Assim seu amigo vai perceber que você já esteve lá e a conversa vai fluir de outra forma, será uma troca de experiências.
Enfim, saber ouvir é uma qualidade que pode ser desenvolvida.
A vida é feita de muitas emoções, precisamos saber lidar com elas, saber controlar para uma melhor convivência, enxergar as qualidades das pessoas e não os defeitos, pois cada pessoa tem sua luta pessoal para ser melhor.
Lídia Mara de Souza
Consultora de Etiqueta
@lidia.mara_