Entenda o Sipap, o equivalente ao PIX no Paraguai

O Sipap, Sistema de Pagamentos do Paraguai, tem se destacado por permitir transferências instantâneas de até G$ 10 milhões. Desde sua criação, o sistema cresceu consideravelmente, alcançando 52 milhões de operações mensais em 2023.
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O Sipap, cuja sigla representa o Sistema de Pagamentos do Paraguai, é um mecanismo que possibilita transferências instantâneas, com um limite de até G$ 10 milhões, o que equivale a cerca de R$ 7,8 mil. Gerido pelo Banco Central do Paraguai (BCP), o sistema tem demonstrado um crescimento significativo nos últimos anos. Em 2020, a média mensal de operações era de 680 mil, enquanto, em março de 2023, esse número saltou para impressionantes 52 milhões.

Inicialmente, o funcionamento do Sipap estava restrito ao horário bancário, mas atualmente os usuários podem realizar transações a qualquer hora do dia. Essa flexibilidade é uma das principais vantagens do sistema, que permite pagamentos instantâneos entre pessoas e empresas.

Para acessar o Sipap, os usuários precisam seguir algumas regras específicas. É necessário possuir documentação paraguaia, mesmo que se trate de uma residência provisória. Além disso, o interessado deve abrir uma conta em uma instituição financeira devidamente registrada No Paraguai.

O economista Aníbal Insfrán destacou que muitas pessoas não têm conta bancária, mas são associadas a cooperativas financeiras. Essa integração é considerada crucial para promover a bancarização no país. Insfrán enfatizou que o Sipap se alinha à dinâmica econômica atual, facilitando pagamentos em tempo real e reduzindo atrasos nas transações.

Outro ponto positivo do sistema é a diminuição da quantidade de dinheiro físico em circulação, o que também contribui para a segurança financeira No Paraguai. Para os brasileiros que visitam o país, é importante saber que podem utilizar o PIX em locais como Ciudad del Este, Salto del Guairá, Pedro Juan Caballero e Assunção.

O sistema brasileiro está disponível principalmente nas grandes lojas de produtos importados, através de parcerias com fintechs e instituições locais. No entanto, ao realizar pagamentos a chaves de terceiros, os consumidores devem ter cuidado, pois, em casos de transações fora do sistema financeiro paraguaio, como para um CPF do Brasil, as autoridades do país não poderão intervir para a devolução do montante.