No sistema federativo brasileiro, a figura do governador ocupa uma posição estratégica de articulação política e gestão administrativa. Como representante máximo do Poder Executivo na esfera estadual, este mandatário atua como o elo intermediário entre as demandas municipais e as diretrizes do Governo Federal.
A Constituição Federal de 1988 estabelece a autonomia dos estados, conferindo ao governador a autoridade para dirigir a administração pública local, sempre em observância aos princípios da legalidade, impessoalidade e eficiência. O cargo exige não apenas capacidade gerencial, mas também habilidade política para manter a estabilidade institucional entre os Três Poderes.
As funções primordiais do governador dividem-se em administrativas, políticas e legislativas. O governador é o comandante em chefe das forças de segurança do estado, incluindo a Polícia Militar e a Polícia Civil. Ele também é responsável por gerir a educação e a saúde, coordenando a rede de hospitais regionais e de média e alta complexidade.
A evolução histórica do cargo do governador no Brasil reflete as mudanças na estrutura de poder do país ao longo dos séculos. A trajetória do executivo estadual começou com as funções administrativas exercidas pelos Donatários das Capitanias Hereditárias e Governadores-Gerais durante o período colonial. Com a Proclamação da República em 1889 e a Constituição de 1891, as províncias foram transformadas em estados-membros com autonomia para eleger seus próprios governadores.