O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), agendou o interrogatório do ex-deputado Eduardo Bolsonaro para o dia 14 de abril, às 14h. A audiência será realizada por videoconferência, independentemente da participação do investigado. Moraes também determinou a intimação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Defensoria Pública da União (DPU) para acompanhar o processo.
A decisão de dar seguimento à instrução da ação penal ocorreu após o ministro afastar a possibilidade de absolvição sumária. Eduardo Bolsonaro foi citado por edital, mas não apresentou defesa prévia, o que motivou o acionamento da DPU para garantir assistência jurídica.
A Primeira Turma do STF já havia aceitado a denúncia apresentada pela PGR em novembro do ano passado. O procurador-geral Paulo Gonet sustenta que Eduardo e o jornalista Paulo Figueiredo tentaram interferir em processos judiciais para beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Foi anexado aos autos um vídeo de uma conferência nos EUA, onde o ex-deputado afirma que gravava conteúdo para mostrar ao pai. Caso Jair Bolsonaro tenha acessado o material, isso poderia resultar em descumprimento de medida cautelar. A defesa do ex-presidente alegou que não há provas de comunicação entre pai e filho. Depois de quatro pedidos negados, Bolsonaro foi transferido para prisão domiciliar temporária por questões de saúde.