O técnico Carlo Ancelotti fez a convocação de Éderson para substituir Wesley, que sofreu uma lesão no músculo adutor da coxa esquerda durante a partida contra o Egito, realizada no último sábado (6), no Huntington Bank Field, em Cleveland. Devido à gravidade da lesão, que impede Wesley de participar da Copa do Mundo de 2026, a comissão técnica agiu rapidamente para encontrar um substituto.
Éderson, volante que atualmente defende a Atalanta, já possui experiência com a Seleção Brasileira, tendo atuado em três partidas. A convocação representa um momento significativo para o jogador, que se destaca no cenário europeu. Wesley, revelado pelo Figueirense e Atualmente na Roma, ganhou notoriedade por sua contribuição ofensiva, além de marcar gols e participar de jogadas decisivas.
A lesão de Wesley foi diagnosticada como grau 3, uma ruptura total do músculo, o que exigirá um período de recuperação entre oito a 12 semanas. Assim, o lateral se concentrará em retornar às atividades com a Roma na próxima temporada, enquanto sua participação no Mundial fica comprometida.
Em um contraste com a frustração de Wesley, Éderson vive um momento de ascensão. Nascido em Campo Grande (MS), ele começou sua trajetória no Desportivo Brasil, passou por clubes como Cruzeiro e Corinthians, e teve uma passagem notável pelo Fortaleza. Seu desempenho atraiu o interesse da Europa, levando a Salernitana a investir 6,5 milhões de euros na sua contratação em 2022, o que na época equivalia a cerca de R$ 39 milhões.
Após uma breve passagem pela Salernitana, Éderson foi adquirido pela Atalanta por 15 milhões de euros, aproximadamente R$ 82 milhões. A convocação para a Seleção Brasileira pegou o volante de surpresa, já que ele estava em Campo Grande aproveitando as férias e participando do casamento de um amigo, Rômulo, jogador do Tigres, do México.
A inesperada ligação da CBF no domingo (7) solicitando sua presença na equipe que disputará a Copa do Mundo fez com que Éderson corresse contra o tempo para embarcar para Nova Jersey, nos Estados Unidos. Como seu passaporte estava no Rio de Janeiro, amigos colaboraram para trazer o documento até São Paulo. Assim, o volante conseguiu se juntar à delegação brasileira.