Uma mulher foi detida ao tentar ingressar no Complexo da Papuda, localizado no Distrito Federal, trazendo drogas escondidas no ânus. A Polícia Penal estima que a quantidade de cocaína encontrada poderia valer cerca de R$29 mil se comercializada dentro do sistema prisional.
Esse incidente é o segundo registrado em menos de 24 horas. O primeiro caso ocorreu na quarta-feira (22), quando, durante a revista de entrada na unidade prisional, um scanner corporal identificou um objeto suspeito na região pélvica de outra mulher. Ela foi encaminhada ao Hospital Regional do Gama (HRG), onde retirou voluntariamente um invólucro escondido na vagina. O pacote continha aproximadamente 50 gramas de maconha do tipo ICE, conforme confirmado por exame preliminar realizado pela Polícia Civil.
Na quinta-feira (23), menos de um dia após o primeiro incidente, a Polícia Penal voltou a flagrar uma visitante que estava com drogas em seu corpo. Durante a revista na entrada, os agentes desconfiaram de sua situação e, ao informá-la sobre a necessidade de exames médicos, ela confessou estar transportando um invólucro oculto no ânus. Após a retirada do pacote, o exame preliminar identificou cerca de 98 gramas de cocaína.
De acordo com informações da Polícia Penal do Distrito Federal (PPDF), as drogas poderiam alcançar um valor de até R$30 mil dentro do sistema prisional, uma vez que os preços costumam ser significativamente elevados nesse ambiente. A prática de tentar introduzir drogas em unidades prisionais representa um desafio constante para as autoridades que atuam na segurança do sistema carcerário.
Esses episódios ressaltam a importância de medidas de segurança rigorosas nas entradas de presídios, uma vez que a entrada de substâncias ilícitas pode gerar sérios problemas de controle e segurança dentro das instituições. As ações da Polícia Penal e da Polícia Civil são fundamentais para coibir esse tipo de prática e manter a ordem nas unidades prisionais.