O dia 24 de fevereiro é dedicado à Mulher Paraguaia, uma homenagem à resistência apresentada durante a primeira Assembleia de Mulheres Americanas em 1867. No evento, realizado em Assunção, participantes doaram joias para serem convertidas em armas e alimentos às tropas, reforçando a luta pela reconstrução do país após a Guerra da Tríplice Aliança.
A data foi formalizada como feriado após proposta feita pela historiadora Idalia Flores de Zarza e aprovada pela deputada Carmen Casco de Lara Castro em 1974. Esse reconhecimento oficial destaca a participação fundamental das mulheres na história nacional, que extrapolou o esforço militar e se consolidou em outras áreas.
Na literatura, autoras paraguaias continuaram o legado de resistência. Jorgelina Tallei, escritora e professora da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, afirma que elas ajudaram a sustentar a memória do país. Susy Delgado, por exemplo, escreveu obras bilíngues em espanhol e guarani, enquanto Renée Ferrer venceu recentemente o Prêmio Cervantes Chico Ibero-Americano de Literatura Infantil e Juvenil, destacando a mulher em suas narrativas.
Carmen Soler e Josefina Pla também deixaram marcas importantes. Soler abordou temas sociais e a oposição à ditadura de Stroessner. Pla é considerada precursora do feminismo no Paraguai e importante representante da geração de 1940.