A questão dos moradores de rua cresce a cada dia nos mais variados tamanhos de cidades brasileiras. Inclusive é o tema da Campanha da Fraternidade 2026. Em Foz do Iguaçu, a saída arranjada para lidar com essa situação é o Programa Volta para Casa, que visa oferecer apoio a pessoas em situação de vulnerabilidade social para que retornem à sua cidade de origem.
Não é fácil resolver uma situação que envolve vários lados de uma moeda. De um, está a sociedade, que se sente insegura diante de grupos que muitas vezes estão embriagados e drogados, capazes de fazer mulheres e crianças alvos fáceis. A insegurança também está no trânsito, no qual eles tomam os semáforos em busca de moedas ou quando brigam entre si e colocam em risco a integridade de transeuntes.
É importante que uma Câmara de Vereadores se debruce sobre o tema, mas um projeto de lei que se limite a despachar pessoas para um destino não tem nada a ver com acolhimento. Esse tipo de serviço, quando uma pessoa precisa de passagens para chegar a determinado local, normalmente já é feito pelo setor de serviço social dos municípios.
São inúmeras as entidades beneficentes que fazem o trabalho de acolhimento e que proporcionam alternativas para que essas pessoas tenham alguma alternativa de mudança de vida, que não se resuma a mudar de cidade. E que precisam de investimentos financeiros para dar conta da demanda.