Desastres naturais causaram R$ 32 bilhões em prejuízos para o Paraná

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O município de Reserva foi atingido por um tornado de categoria F2, ocorrido em dia 28 de junho –

O Sistema Ocepar acompanhou, nesta segunda-feira (13), a reunião de trabalho “El Niño no Paraná: prevenção, cenários e desafios”, na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). O evento, promovido pelo deputado estadual Evandro Araújo, vice-presidente da Comissão de Ecologia, Meio Ambiente e Proteção aos Animais, e o presidente da Alep, Alexandre Curi, debateu os efeitos esperados do fenômeno no Estado e as estratégias de prevenção diante do aumento previsto das chuvas nos próximos meses.

O objetivo foi apresentar o cenário climático previsto para os próximos meses e construir ações concretas para dar suporte aos municípios e ampliar as informações aos paranaenses que podem ser impactados. Presente no encontro, a analista de Desenvolvimento Técnico da Ocepar Aline dos Santos acompanhou as apresentações para avaliar pontos relevantes para as cooperativas, em especial no que diz respeito aos impactos para o agronegócio.

De acordo com a analista, em abril deste ano, durante webinar climático promovido pelo Sistema Ocepar com a participação de especialistas do Simepar, INMET e pesquisadores da área, já havia sido sinalizada a possibilidade de desenvolvimento de um evento El Niño de maior intensidade. “Os boletins mais recentes demonstram a consolidação do fenômeno no Oceano Pacífico Equatorial, com elevada probabilidade de atingir intensidade forte a muito forte entre a primavera e o verão de 2026, aumentando os riscos de chuvas acima da média, eventos meteorológicos severos, atrasos nas operações de campo e maior pressão de doenças fúngicas nas lavouras”, explica.

Segundo a Nota Técnica Conjunta mais recente do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) e da Defesa Civil Estadual, o Oceano Pacífico encontra-se atualmente em neutralidade, com 82% de probabilidade de desenvolvimento do El Niño ao longo do inverno, em intensidade projetada de moderada a forte. Para o período da primavera e do verão, o cenário exige atenção redobrada: há risco de chuvas acima da média, com elevação da probabilidade de enchentes, alagamentos, vendavais e deslizamentos, sobretudo entre setembro e dezembro.

Diante desse cenário, o Sistema Ocepar mantém o monitoramento contínuo das condições climáticas em conjunto com o Simepar e Inmet, integrando essas informações às avaliações de campo e aos levantamentos realizados por entidades como o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Números

Na última década, o Paraná somou cerca de 6 mil desastres naturais, que atingiram praticamente todos os 399 municípios, afetaram mais de 4,5 milhões de pessoas e geraram cerca de R$ 32 bilhões em prejuízos. Somente na última primavera, as ocorrências mais que dobraram em relação ao ano anterior, com forte crescimento de vendavais e granizo, além do registro de eventos severos, como os tornados que atingiram o interior do Estado. (Comunicação Sistema Ocepar).

Integração

“Temos um fenômeno que pode ser radical, mas podemos estar melhor preparados para isso. Estamos falando de uma realidade bastante importante e é nossa obrigação, enquanto agentes públicos, tomar precauções, propor planos e agir”, disse o deputado Evandro Araújo.

O deputado Hussein Bakri relembrou tragédias climáticas no estado como as ocorridas em União da Vitória e disse que o poder público atua como um parecido das prefeituras para viabilizar ações de prevenção. “Agora estamos nos preparando, confiando nos órgãos do governo para amenizar os efeitos”.

Também presente na reunião, o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza, destacou a importância de proteger a produção agropecuária. “Temos que garantir a conservação do solo, a proteção dos animais, mas principalmente das pessoas. Queremos colocar todas as nossas unidades à disposição para fazer esse trabalho”.

De acordo com o presidente do Simepar, Paulo de Tarso, a instituição atua mais intensamente nos últimos meses com a Defesa Civil e outros órgãos para alertar e preparar a população. “Temos acompanhado dados de agências internacionais e precisamos que a população atue junto com o governo”.

O coordenador Estadual da Defesa Civil Fernando Schunig destacou que a iniciativa da reunião mostra integração para mostrar as ações do estado. Ele apresentou os objetivos do Fecap – Fundo Estadual para Calamidades Públicas e outras ações do governo estadual para prevenção, como a realização de obras de infraestrutura. “A Defesa Civil hoje consegue atuar em qualquer ponto do estado em menos de 12 horas. Temos 10 grupos de atuação regional, materiais para pronta resposta e isso foi intensificado nos últimos meses devido ao El Nino’, explicou.

Presenças

Também participaram do encontro representantes da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável (Sedest) e do Comitê de Governança Climática, além do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR), da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), de associações regionais de municípios, da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Estadual de Maringá (UEM), prefeituras, entre outros.

RESUMO

Debate sobre o El Niño: A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e o Sistema Ocepar se reuniram para debater o cenário climático e criar ações preventivas contra o fenômeno El Niño no Estado.

Previsão de impactos: O fenômeno deve atingir intensidade forte entre a primavera e o verão, com alta probabilidade de chuvas acima da média, temporais, enchentes e prejuízos no agronegócio.

Ação integrada: Órgãos públicos, Defesa Civil e o Simepar estão unindo forças para monitorar o clima, preparar os municípios e agilizar planos de resposta e proteção à população e à produção agrícola.



Fonte:A Rede PG