Os documentos obtidos revelam que perfis como Radar do Planalto e Dossier Brasil 24h foram registrados quase simultaneamente na plataforma Meta, sem a devida identificação de seus responsáveis. O deputado Frias requisitou a preservação dos dados técnicos e financeiros desses perfis, apontando a possibilidade de financiamento oculto, abuso de poder econômico e a utilização de intermediários para ocultar os verdadeiros patrocinadores dos anúncios.
A análise dos elementos apresentados por Frias sugere a existência de uma coordenação operacional ou, ao menos, um compartilhamento de infraestrutura técnica entre as páginas. Ele argumenta que não se trata de manifestações independentes de usuários distintos, mas sim de uma estrutura centralizada ou articulada para a produção, distribuição, impulsionamento e financiamento de conteúdo político patrocinado.
Com a solicitação feita, cabe à PGR e à Procuradoria Eleitoral decidir se abrirão um procedimento formal de investigação sobre as alegações. O cenário levanta questões sobre a transparência nas campanhas políticas e o uso das redes sociais como ferramenta para influenciar a opinião pública.
A atuação de Mario Frias destaca a preocupação com a integridade do processo eleitoral e a necessidade de um acompanhamento mais rigoroso das ações promovidas nas plataformas digitais, especialmente em períodos eleitorais, quando a disseminação de informações pode ter um impacto significativo nos resultados das eleições.